México encontra ossos de soldados dos EUA da guerra de 1846

Soldados foram identificados como americanos por conta de sua altura, maior que a média mexicana na época

Reuters |

Arqueólogos encontraram os restos mortais de soldados norte-americanos que foram mortos provavelmente na guerra México-EUA de 1846, alguns com ferimentos a bala e muitos com a ossada intacta.

Encontrados em uma construção no solo desértico de Monterrey próximo à fronteira com o Texas, 10 conjuntos de restos mortais foram descobertos com os botões dos uniformes, disse o Instituto Mexicano de Antropologia.

A líder da escavação, Araceli Rivera, disse que a altura dos esqueletos, que iam de 1,70 metro a 1,75 metro, significa que eram soldados dos EUA, mais altos que os mexicanos naquele período. "Eles não coincidem com a altura média dos mexicanos naquela época", disse o instituto.

Os arqueólogos descobriram os restos mortais entre janeiro e meados de maio. Em outras escavações desde 1995, eles encontraram outros 10 esqueletos, assim como moedas de prata de meio dólar e balas.

Na descoberta mais recente, fotos mostram um esqueleto inteiro com os braços dobrados saindo da terra e com quase todos os dentes na boca. Alguns ossos têm leves marcas em verde após longo contato com metal, provavelmente as balas que mataram o soldado.

"Todos os soldados morreram em combate", disse Rivera.

Forças do EUA sob o comando do general Zachary Taylor tomaram Monterrey em 23 de setembro de 1846 depois de vários dias de batalha, naquilo que foi uma importante vitória na guerra México-EUA, de 1846 a 1848.

O conflito nasceu com a anexação do Texas pelos EUA, em 1845, região que o México considerava como seu território.

O México acabou perdendo a guerra e cedeu quase metade do seu território aos Estados Unidos, incluindo Arizona, Califórnia, Nevada, Novo México, Utah e partes do Colorado, em uma humilhação que ainda incomoda mexicanos até hoje.

Ao todo, 367 soldados mexicanos morreram, enquanto 120 dos EUA foram vitimados na batalha de Monterrey, de acordo com historiadores do Exército dos EUA.

O instituto de antropologia do México acredita que os corpos dos soldados mexicanos mortos na batalha foram rapidamente reivindicados pelas famílias e enterrados em cemitérios na cidade.

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