Zoológicos de NY protegerão tartarugas em risco de extinção

Estima-se que metade das espécies de tartarugas terrestres ou de água doce está ameaçada

EFE |

A Sociedade para a Conservação da Flora e Fauna (WCS, na sigla em inglês), que administra os zoológicos de Nova York, se comprometeu nesta quarta-feira a realizar um plano de preservação de espécies de tartarugas em risco de extinção.

"Vamos investir nossos esforços em algumas das tartarugas mais ameaçadas do planeta", informou o diretor do zoológico do Bronx, Jim Breheny, em comunicado de imprensa. A instituição é uma das que desenvolverá o programa de criação em cativeiro de colônias de tartarugas.

Há pelo menos três espécies de tartarugas autóctones de Nova York, que estão perigo de extinção, serão criadas em recintos construídos no zoológico do Bronx e serão reintroduzidas posteriormente em seu habitat natural.

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"Garantimos que as tartarugas que criaremos estejam nas melhores condições de saúde antes de libertá-las na natureza, para que não transmitam doenças às espécies selvagens", assegurou o veterinário chefe de WCS, Paul Calle.

A sociedade calculou que aproximadamente metade das espécies de tartarugas de terra e de água doce no mundo esteja em perigo de extinção devido à destruição de seus habitats naturais ou ao comércio ilegal. O problema, segundo a organização, se concentra na China, onde os répteis são usados para consumo humano, fazer remédios e para o tráfico de animais de estimação.

O projeto da WCS é parte de um programa em escala global para proteger e recuperar algumas das espécies mais ameaçadas no mundo, como a tartaruga estrelada de Mianmar, o cágado do Rio Batagureu a tartaruga de rio centro-americana.

Presente em 65 países e com mais de quatro mil especialistas, a WSC trabalha em colaboração com os governos dos locais onde a diversidade de tartarugas é mais elevada, como Camboja, China, Colômbia, Equador, Guatemala, Indonésia e Vietnã.

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