Zimbábue planeja servir carne de elefante nas prisões do país

Ambientalistas contestam medida do governo e afirmam que restam apenas 35 mil animais no país

EFE |

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Elefantes no parque nacional de Hwange: nos últimos anos, o governo pediu provisões de carne do animal para alimentar soldados
As autoridades penitenciárias do Zimbábue planejam servir carne de elefante para acabar com a fome nas prisões do país, informou nesta sexta-feira a imprensa local.

Os mais de 13 mil detentos que ocupam as prisões do Zimbábue estão há quatro anos sem comer carne e se alimentam exclusivamente de feijão e repolho.

Por isso, o vice-ministro da Justiça, Obert Gutu, pensou em servir carne de elefante para enriquecer a dieta dos detentos.

Em entrevista ao jornal "The Zimbabwe Independent", Gutu afirmou que a carne de elefante pode ser uma opção viável para acabar com a fome nas prisões.

"O Ministério e a Comissão Penitenciária consideram que a carne de elefante pode ser um opção. Existe o consenso de que há uma superpopulação de elefantes no país. Por que não utilizá-los para alimentar os presos?", declarou o vice-ministro da Justiça.

No entanto, grupos ambientalistas manifestaram sua oposição à medida.

O diretor da Força-Tarefa pela Conservação no Zimbábue, Johnny Rodrigues, negou que no país haja uma superpopulação de elefantes e ressaltou que no território só restam 35 mil animais.

"O Governo deveria endurecer as leis para proteger estes animais", afirmou Rodrigues ao veículo.

A carne de elefante não é consumida habitualmente no Zimbábue, mas, nos últimos dez anos, o Governo do Robert Mugabe ordenou com frequência a parques nacionais a provisão de carne desses animais e de búfalo para alimentar os soldados em grandes cerimônias, como no aniversário do presidente.

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