Vazamento não é de óleo de Campos, diz Petrobras

Empresa afirma que há gotejamento de fluido usado na perfuração e que ele não é proveniente do reservatório do Campo Roncador

Reuters |

A Petrobras afirmou nesta quarta-feira que análises das amostras do óleo encontrado na área do campo de Roncador confirmaram não se tratar de petróleo proveniente de qualquer reservatório produtor.

Em comunicado, a estatal disse que "as gotículas coletadas têm características semelhantes a um tipo de fluido usado na operação de perfuração de poços, que tem como constituinte básico a n-parafina".

A companhia não soube dizer a origem do fluido, mas informou que não há perfurações recentes feitas por ela nas proximidades dessa área do Roncador. A estatal disse também que não há registro de manchas de fluido na superfície do mar.

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"A qualidade da cimentação dos poços do campo de Roncador, nas proximidades da ocorrência, foi verificada, indicando que existe integridade e isolamento efetivo entre os poços e as formações no seu entorno", afirmou em nota.

A companhia disse que a origem do fluido está sendo analisada pela sua equipe técnica.

Vazamento
Na noite de segunda-feira a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) comunicaram que foi detectado vazamento de gotículas de óleo em Roncador, operador pelo Petrobras.

No mesmo dia a Chevron, que é operadora do campo de Frade, vizinho ao de Roncador, afirmou que foi ela quem detectou a exsudação na área da Petrobras.

"A Chevron Brasil identificou um novo pequeno vazamento em 7 de abril. Ao investigar mais com um veículo operado à distância, foi verificado que o ponto do escoamento estava fora do limite do campo de Frade. Notificamos o operador da concessão do achado", disse a companhia em email à Reuters.

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A Chevron suspendeu temporariamente suas operações em Frade após dois vazamentos ocorridos em Frade, o primeiro em novembro do ano passado e o mais recente em março.

O Ministério Público abriu dois processos contra a Chevron, a operadora de sondas Transocean pedindo indenizações de 20 bilhões de reais em cada um, pelos dois derramamentos.

Em Frade a Petrobras é sócia da Chevron e detém 30 por cento do consórcio, mas a estatal brasileira não é citada como ré em nenhum dos processos judiciais abertos pelos vazamentos.


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