Vazamento na China foi causado pelo mau uso de catalisador

Também foram constatados erros no sistema anti-incêndio, que não fechou a válvula do oleoduto após a explosão

EFE |

© AP
Voluntário limpa petróleo em uma praia poluída em Dalian, nordeste da província chinesa de Liaoning.
A explosão que deixou uma maré negra de 100 toneladas de petróleo no porto de Dalian, ao nordeste da China, foi causada pelo uso inadequado de um catalisador que acelerava a vazão de petróleo nos oleodutos. A conclusão da investigação sobre a explosão, que aconteceu no dia 16/07, foi feita pela Administração Estatal de Segurança no Trabalho e o Ministério da Segurança Pública e divulgada via internet  pelo Governo chinês, nesta sexta-feira (23/07).

A injeção exagerada de desulfurizador, um agente químico utilizado como catalisador para que o petróleo seja descarregado em uma velocidade maior, causou a primeira explosão em um dos oleodutos, de 0,9 metros de diâmetro. As chamas do incêndio, então, se alastraram para outro encanamento, que corria em paralelo, como confirma o comunicado.

O oleoduto recebeu 88 metros cúbicos de desulfurizador de um petroleiro singapuriano com bandeira liberiana, o "Cosmic Jewel", pouco antes de terminar de descarregar 300 mil toneladas de petróleo pesado - em sua maioria venezuelano - nos armazéns do porto de mercadorias de Xingang, em Dalian.

A investigação também revela erros no sistema anti-incêndio, que não fechou as válvulas de emergência do oleoduto após a explosão. Segundo a lei local, a responsável por manter a segurança do equipamento é a proprietária do oleoduto e das instalações, a PetroChina, filial da estatal China National Petroleum Corporation (CNPC). No entanto, o relatório informa que a empresa estatal havia contratado os serviços da companhia xangaiense Q.PRO Technical Service Co., e que o catalisador, produzido pela firma Hishengda Petroleum Technology Co, era muito oxidante.

O petroleiro singapuriano foi detido no porto pelo Governo. Sete dias depois do acidente, o porto de Xingang restabeleceu parcialmente a descarga do petróleo, mas as autoridades continuam limpando a maré negra, que já se alastrou 430 quilômetros quadrados no oceano. A população ribeirinha teme que as fazendas agrícolas do litoral sejam afetadas pelo acidente, já que várias praias estão interditadas.

Cerca de 800 navios trabalham na retirada do petróleo e 40 estações controlam a evolução nos 1,5 mil quilômetros quadrados da zona marítima da costa de Dalian. Na operação, os trabalhadores e bombeiros responsáveis pela limpeza têm enfrentado fortes rajadas de vento e de chuva, que tem provocado a dispersão do petróleo no local. Dalian é uma grande cidade litorânea no nordeste da China, com mais de 6 milhões de habitantes, e conta com o segundo maior porto de mercadorias do gigante asiático.

    Leia tudo sobre: vazamentopetróleochina

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG