Vazamento: dispersores químicos são tão tóxicos quanto petróleo

Pesquisa rebate críticas que químicos dispersores seriam mais prejudiciais ao ecossistema marinho do que o óleo cru sem tratamento

EFE |

Os milhões de litros de produtos químicos que são jogados no Golfo do México para fracionar o petróleo em pequenas partículas e impedir sua flutuação na superfície não são mais tóxicos que o vazamento, revelou hoje um novo estudo.

Acompanhe a evolução do vazamento no Golfo do México no infográfico do iG

O relatório divulgado nesta segunda-feira pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) americana conclui que o solvente empregado no Golfo, o Corexit 9500A, é tão tóxico quanto produtos utilizados em outros vazamentos.

O Governo dos EUA foi criticado por ter dado sinal verde à injeção em massa de produtos químicos nas águas do Golfo, cujo impacto em longo prazo ainda é desconhecido.

Especial: o futuro ambiental do Golfo do México

A diretora da EPA, Lisa Jackson, explicou em comunicado que o uso de solventes foi reduzido drasticamente no final de maio.

Segundo os dados da Agência, a mistura dos produtos químicos com o petróleo é praticamente tão tóxico quanto o petróleo sem mistura.

O Corexit 9500A fraciona o óleo em pequenas partículas a fim de que seja absorvido por microorganismos marítimos.

O estudo vem à tona quando a BP, empresa responsável pelo acidente no Golfo que se tornou a maior catástrofe ecológica na história do país, se prepara para vedar de forma definitiva o poço de onde surgiu o vazamento.

O almirante da Guarda Costeira Thad Allen afirmou que hoje serão realizados testes preliminares que consistirão na injeção de pequenas quantidades de petróleo no poço.

Acredita-se que a operação dure aproximadamente quatro horas e dependendo dos resultados começaria o processo conhecido como "static kill" (eliminação estática) que inundará o poço com lodo pesado a fim de empurrar o petróleo para o seu lugar original, um depósito situado a 4 mil metros sob a superfície marinha.

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