Vazamento detectado corresponde a poço abandonado, afirmam EUA

Segundo Thad Allen, não há motivo para preocupação, por enquanto. Premiê britânico garante que BP vai pagar custos do acidente

EFE |

O vazamento detectado nos arredores do poço da BP, no Golfo do México, onde aconteceu o acidente com a Deepwater Horizon em 20 de abril, corresponde a um poço abandonado, afirmou hoje o Governo dos Estados Unidos.

Acompanhe a evolução do vazamento de óleo no Golfo do México no infográfico do iG

Em sua entrevista coletiva diária, o almirante Thad Allen, que coordenador do combate ao vazamento, informou que autorizou a BP, proprietária do poço e responsável pelo derramamento, a fazer testes por mais 24 horas para determinar a solidez da estrutura do poço, conhecido como Macondo, após a instalação há 10 dias de uma nova estrutura de contenção.

Os cinco vazamentos de menor importância detectados na boca do poço são "mais parecidos com uma goteira" do que com um vazamento de importância, disse Allen. Segundo o almirante, esses vazamentos não indicam que a estrutura do poço tenha sofrido danos.

O vazamento mais importante, detectado a três quilômetros do poço Macondo e o que tinha despertado mais preocupação entre as equipes que trabalham no local, explicou Allen, "está na realidade mais perto do poço abandonado do que de Macondo".

"Não é raro que haja vazamentos nos arredores de poços abandonados", declarou. Segundo os dados oficiais, há mais de 25 mil poços abandonados no leito marinho do Golfo do México.

A BP revelou que pensa em um novo método para vedar o poço Macondo, com a injeção de lodo pesado na boca do poço desde a superfície marinha. Esse método, que foi batizado de 'Static Kill' ('Morte Estática', em tradução livre), será estudado ao longo dos próximos dois dias.

Depois disso, a empresa britânica tomará uma decisão. A companhia já tinha tentado injetar uma mistura de cimento e lodo pesado para vedar o poço, sem sucesso, em maio, e este seria um procedimento similar.

A diferença é que agora a BP conta com um aparelho de contenção sobre o poço que o mantém fechado por enquanto e que permitiria a injeção da mistura sob baixa pressão e em baixa velocidade, com maiores chances de sucesso. Mais de 90 dias depois do acidente na plataforma da BP, a principal preocupação do governo dos EUA é que a estrutura subterrânea do poço esteja danificada e que o petróleo esteja penetrando em diversos pontos do solo marinho.

Cameron clama por uma BP forte
O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, afirmou hoje que a empresa deve limpar o vazamento no Golfo do México, pagar as indenizações que lhe correspondem e "continuar como uma companhia estável e forte".

Em declarações junto ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, após sua reunião na Casa Branca, Cameron fez alusão às críticas sobre o suposto papel da BP na libertação do autor do atentado de Lockerbie, o líbio Abdelbaset al Megrahi, e lembrou que aquela libertação "foi uma decisão do Governo autônomo escocês, não da companhia petrolífera".

Sobre a BP, Cameron disse que entende a frustração nos Estados Unidos contra a companhia petrolífera por sua responsabilidade no vazamento e assegurou que, em suas conversas com os executivos da companhia, está de acordo de que a empresa deve pagar os custos do acidente e limpar a mancha negra. No entanto, é "uma companhia importante e convém a nossos dois países que siga sendo uma empresa estável e forte", ressaltou o primeiro-ministro inglês.

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