Óleo foi visto no norte do Espírito Santo. Subsidiária da Petrobras confirmou o acidente e disse que vazamento foi controlado

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O presidente da Associação de Pescadores de Campo Grande, Litoral Norte do Espírito Santo, Adeci de Sena, denunciou hoje um vazamento no Terminal Norte Capixaba da Transpetro, subsidiária da Petrobras, no norte do Espírito Santo ocorrido ontem. Segundo ele, o vazamento atingiu a areia da Praia de Campo Grande, no município de Linhares. Em nota, a Transpetro confirmou o acidente.

"Foi detectado um filete de água oleosa nas proximidades da monoboia do Terminal Norte Capixaba, durante operação de manutenção", informou a companhia. Segundo a Transpetro, o vazamento aconteceu em uma área cercada por barreiras de contenção e, por isso, os vestígios de água oleosa foram rapidamente absorvidos. A companhia revelou ainda que comunicou o acidente ao órgão ambiental na manhã de hoje.

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O presidente da associação conta que barqueiros viram manchas de óleo no mar e uma grande movimentação de helicópteros e barcos na plataforma desde quarta-feira, quando aconteceu o vazamento. O terminal está localizado a 3 km da costa. Apesar de técnicos do terminal terem informado à associação que o vazamento foi de pequena proporção, o presidente se mostrou irritado com a falta de orientações da estatal.

"Os pescadores levam seis horas para trazer a pesca que conseguiram em no máximo duas horas para evitar a área contaminada por óleo. O problema da Transpetro é não sentar com os pescadores para explicar o que vai fazer sobre vazamento. Nós dependemos da pesca para sobreviver", afirmou Adeci. A filha dele, Kelly Ramalho de Sena, de 20 anos, disse que hoje as manchas de óleo chegaram à areia e que funcionários de empresas terceirizadas da estatal executavam a limpeza.

Já o advogado dos pescadores, Maurício Pellegrino, declarou que vai juntar as informações aos processos já existentes. Segundo ele, três ações coletivas por dano ambiental contra a Transpetro já estão em andamento na Justiça. "Ocorre um vazamento a cada seis meses. Desde 2005, quando iniciou a operação do TNC, os pescadores apanham 30% a menos de peixes", lamentou.

Na nota, a Transpetro informa que todas as suas operações "respeitam os mais rigorosos padrões de segurança e respeito ao meio ambiente."

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