Vazamento da Chevron continua até hoje, diz procurador

De acordo com o MPF, há fendas no solo que podem soltar óleo ‘até que a reserva se esgote’

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

O procurador da República Eduardo Santos afirmou nesta quarta-feira (21) que o vazamento iniciado em 7 de novembro continua ativo , não tem previsão de ser interrompido e “pode vazar até que a reserva se esgote”.

“A Chevron não conseguiu fazer o ‘abandono do poço’ (encerrar as atividades tamponando o poço). A situação é calamitosa”, afirmou Santos, autor da denúncia contra a Chevron, a TransOcean e 17 profissionais das duas empresas.

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“A preocupação é que a investigação nos leva à conclusão de que não há tecnicamente como parar o acidente . No caso da British Petroleum no Golfo do México começou em abril e durou até julho. Aqui há fraturas no solo marinho. Não tem como parar até que a reserva se esgote, que não haja mais óleo para sair”, afirmou o procurador.

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Segundo Santos, há fendas no solo marinho e “pode ser que o Campo de Frade não possa mais ser utilizado”. Uma das possíveis punições para as empresas é a proibição de atuar no País.

Veja como foi o vazamento:





Onde aconteceu o primeiro vazamento:

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