Agência americana definiu uma área quase do tamanho da França para proteger a espécie ameaçada de extinção

Ursos ganharam área protegida no Alasca, que pode impactar prospecção de óleo na região
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Ursos ganharam área protegida no Alasca, que pode impactar prospecção de óleo na região
Os Estados Unidos criaram nesta quarta-feira no Alasca (noroeste) uma zona de hábitat protegido para os ursos polares que vivem nos mares gelados, cujo derretimento ameaça a sobrevivência da espécie. A iniciativa pode pesar sobre projetos de prospecção de petróleo e gás no Ártico.

A agência americana de Pesca e Vida Silvestre definiu uma zona de 484 mil quilômetros quadrados (pouco menor que a superfície da França) na qual qualquer projeto que possa ter impacto sobre o modo de vida dos ursos polares deverá ser objeto de um exame minucioso.

"Esta qualificação de 'zona de hábitat protegido' nos permite trabalhar com nossos parceiros para garantir que o que eles fazem não afete as populações de ursos polares", explicou Tom Strickland, responsável pela pesca, parques e faunas do ministério de Assuntos Internos.

"Entretanto, a maior ameaça que pesa sobre os ursos polares é o derretimento de seu hábitat - o mar de gelo no Ártico - causado por mudanças climáticas, das quais o responsável é o ser humano", estimou.

A criação deste espaço não significa o fim das perfurações e outras atividades do gênero, mas permite identificar "zonas geográficas cujas características são essenciais para salvaguardar o urso e que requerem uma gestão e uma proteção particulares", segundo a agência de Pesca e Vida Silvestre.

Os Estados Unidos incluíram o urso polar na lista de espécies ameaçadas.

O Ártico abriga 90 bilhões de barris de petróleo e enormes reservas de gás, segundo o Instituto de Geofísica americano (USGS).

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