União Europeia mantém proposta de metas mais rígidas para reduzir emissões

Negociador climático do bloco afirma que proposta de reduzir 30% das emissões será apresentada em cúpula da ONU

Reuters |

A União Europeia permanece com a proposta de metas mais rigorosas para a redução das emissões de dióxido de carbono desde que os outros países também se comprometam em tomar medidas semelhantes. De acordo com o principal negociador climático do bloco europeu, Artur Runge-Metzger, a proposta de reduzir 30% das emissões, ao invés dos atuais 20%, permanece e será levada para as discussões da cúpula climática da ONU na África do Sul neste mês.

À medida que a cúpula climática de Durban se aproxima, a União Europeia disse que o mundo poderá não ser capaz de chegar a um acordo sobre um pacto climático vinculante para substituir o Protocolo de Kyoto até 2015.

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"Não vamos tirar (a proposta) de 30 por cento da mesa em Durban", disse ele, referindo-se a cúpula da ONU que vai de 28 de novembro a 9 de dezembro, que trabalhará em um acordo climático global para suceder o Protocolo de Kyoto, que vence em 2012.

"A questão de se a UE deve relaxar suas condições para (o corte) de 30 por cento não está politicamente em jogo neste momento", disse Artur Runge-Metzger, diretor para estratégia climática e internacional da Comissão da União Europeia.

Governos da União Europeia concordaram em aprofundar a meta de redução nas emissões do bloco para 30 por cento até 2020 a partir dos níveis de 1990, em vez dos atuais 20 por cento, mas apenas se um forte acordo climático global for selado, restringindo também os principais emissores em uma meta similar.

Parece improvável que grandes emissores, como os Estados Unidos, aumentem suas ambições em breve, mas a proposta da UE se mantém, afirmou Runge-Metzger.

"Todo mundo está observando os EUA e se os EUA também são capazes de aumentar seu nível de ambição, mas em Washington há um impasse completo em termos de políticas climáticas", afirmou Runge-Metzger.

"Isso teve um efeito dominó. Outros países grandes, como a China, afirmaram que já cumpriram o que prometeram em Cancún e agora os outros precisam se envolver", acrescentou ele.

Os países em desenvolvimento, que são os mais vulneráveis aos impactos da mudança climática, têm regras mais recentes para o clima em comparação à União Europeia e ainda têm de implementar medidas internas.

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