Segundo comissária europeia de ação para o clima, Connie Hedegaard, medida vai combater abusos nos registros nacionais de emissões

Connie Hedegaard,comissária de ação climática da União Europeia
ONU
Connie Hedegaard,comissária de ação climática da União Europeia
Os membros da União Europeia (UE), reunidos nesta sexta-feira (21) no comitê de mudança climática, apoiaram a decisão de Bruxelas de deter o comércio de direitos de emissão de dióxido de carbono (CO 2 ) durante pelo menos uma semana para reforçar a segurança e evitar novos crimes eletrônicos.

A comissária europeia de ação para o clima, Connie Hedegaard, se mostrou "muito satisfeita" com o apoio unânime dos países à medida, segundo um comunicado.

"Houve um entendimento unânime quanto à gravidade da situação e à necessidade de cada Estado garantir uma segurança ótima antes de permitir que seu registro nacional retome o funcionamento normal", destacou.

Segundo Connie, uma medida tão decisiva ajudará a combater os abusos criminais nos registros nacionais do sistema de comércio de emissões.

A Comissão Europeia (órgão executivo da UE) anunciou o fechamento temporário do mercado na quarta-feira depois dos ataques eletrônicos detectados nos últimos meses nos registros de República Tcheca, Áustria, Polônia, Grécia e Estônia.

Os roubos afetaram 2 milhões de permissões que têm um valor de cerca de 30 milhões de euros, já que o preço médio de mercado de cada uma delas (que equivale a uma tonelada de CO 2 ) ronda os 15 euros.

Por enquanto, a UE não forneceu mais detalhes sobre a natureza do roubo ou sobre seu impacto concreto.

O sistema de comércio de emissões foi criado na UE em 2005 para regular transações de direitos de emissão entre os setores mais poluentes, como as fábricas de celulose, cimento e vidro.

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