Unesco alerta sobre impacto de fábrica de celulose em lago siberiano

Fábrica contaminou superfície de pelo menos 200 km em lago reúne um quinto das reservas de água doce do planeta

EFE |

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) está preocupada pelo impacto dos vazamentos de uma fábrica de celulose no lago siberiano Baikal, que reúne um quinto das reservas de água doce do planeta.

Os membros do Comitê Mundial de Patrimônio da Unesco "estão muito preocupados pelo reatamento das atividades da fábrica sem que disponha de um ciclo fechado de água", informaram as autoridades da região de Irkutsk em comunicado.

"O derramamento de águas escuras da fábrica pode influenciar negativamente no extraordinário valor natural do lago Baikal", acrescenta a nota, segundo as agências russas.

Por esse motivo, um grupo de especialistas da Unesco viajará no dia 11 de julho à fábrica para realizar uma reunião especial sobre o impacto de sua produção no Baikal, patrimônio natural da humanidade.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, ordenou no ano passado equipar a fábrica de celulose com um ciclo fechado de água para evitar que siga poluindo o lago mais profundo do mundo.

A fábrica, cujo 49% de ações pertence ao Estado, retomou em 2010 a produção industrial de celulose e o vazamento de resíduos no Baikal, apesar da oposição dos ecologistas.

A unidade, que produzia 200 mil toneladas de celulose e 12 mil toneladas de papel anualmente, foi fechada em outubro de 2008 por poluir o lago.

Segundo o Greenpeace, a fábrica carece de sistemas de purificação e jogou diretamente seus resíduos no lago durante décadas com a conivência das autoridades locais.

A planta contaminou de forma irreversível uma superfície de pelo menos 200 quilômetros quadrados do lago com toneladas de dioxina, fenol e derivados do sulfureto, entre outras substâncias nocivas.

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