Ucrânia lembra 25 anos de Chernobyl de olho no Japão

Presidente ucraniano afirma que resposta a problemas como o de chernobyl pode ser fornecido apenas pela comunidade internacional

Reuters |

A Ucrânia marcou nesta terça-feira (26) o 25° aniversário do pior acidente nuclear da história na usina de Chernobyl, enquanto o Japão leva adiante os esforços para controlar a crise em sua usina de Fukushima.

Na semana passada, induzida pela crise nuclear na usina japonesa de Fukushima, a comunidade internacional prometeu 550 milhões de euros (780 milhões de dólares) em ajuda para construir um novo edifício de contenção sobre o reator afetado de Chernobyl em substituição a outro, improvisado, que começou a vazar radiação.

"Chernobyl foi um desafio de dimensões planetárias. A resposta a esse desafio pode ser fornecida somente pela comunidade internacional", disse o presidente ucraniano Viktor Yanukovich nesta terça-feira.

"Durante muito tempo, a Ucrânia lidou sozinha com esta calamidade, mas felizmente não estamos sós agora", declarou ele em um comunicado no site presidencial www.president.gov.ua .

Chernobyl se tornou a referência para acidentes nucleares.

Embora a cidade de Chernobyl propriamente dita tenha escapado relativamente ilesa, Prypyat hoje é uma cidade-fantasma no centro de uma zona de exclusão praticamente desabitada com um raio de 30 km.

No dia 12 de abril o Japão elevou o nível de severidade da usina de Fukishima para sete, o mesmo de Chernobyl.

"Este é um dia de luto para nós. Estamos em luto pelas pessoas que 25 anos atrás lutaram para nos proteger", disse Gennady Pikul, 50 anos, referindo-se aos bombeiros e outros 'liquidadores' que arriscaram suas vidas lutando para controlar o reator em chamas.

"Faremos tudo que pudermos para que isso jamais se repita", disse ele.

Acidente
No dia 26 de abril de 1986, o reator 4 da usina de Chernobyl, então na União Soviética, explodiu e pegou fogo depois que um teste de segurança deu errado.A detonação espalhou radiação por toda a Europa.

Um total de 31 pessoas morreram imediatamente, e muitas mais faleceram de doenças relacionadas à radiação, como o câncer, muitas delas no que é hoje o território de Belarus.

Dezenas de milhares foram retiradas de Prypyat, a cidade mais próxima do local com uma população de 50 mil pessoas na ocasião, e jamais voltaram.

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