Investigação interna contraria dois relatórios feitos anteriormente por agências governamentais dos Estados Unidos

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Uma investigação interna da Transocean culpa decisões da British Petroleum (BP) pelo enorme vazamento de petróleo na plataforma Deepwater Horizon, no ano passado, no Golfo do México. O resultado da investigação contraria dois relatórios anteriores feitos por agências governamentais dos Estados Unidos, que colocaram uma grande parte da responsabilidade pelo desastre sobre a Transocean.

Foto mostra os esforços para controlar o incêndio em abril de 2010
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Foto mostra os esforços para controlar o incêndio em abril de 2010
A Transocean era proprietária da plataforma, que estava perfurando o poço Macondo da BP em abril de 2010 quando o equipamento explodiu e afundou, matando 11 pessoas e provocando o pior vazamento de petróleo na história dos EUA. O poço expeliu 4,9 milhões de barris de petróleo antes de ser fechado.

  De acordo com a investigação, a Transocean afirmou que o desenho do poço, a construção e outras decisões tomadas pela BP nas duas semanas que antecederam o incidente, agravaram a probabilidade do desastre.

A investigação alegou também que a BP sabia que a janela geológica para segurança da perfuração tinha se tornado incrivelmente estreita, afirmando especificamente que a companhia britânica estava preocupada que a pressão do poço superasse o gradiente de fratura e resultasse em perdas de fluido para a formação, custando dinheiro e comprometendo a produção futura de petróleo.

Além disso, a Transocean disse que a Halliburton, fabricante do cimento que estava sendo usado para selar o poço, e a BP não testaram adequadamente o programa de pasta de cimento, apesar dos riscos associados com o desenho do poço. As informações são da Dow Jones.

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