Encontro de nações na Rússia debaterá o futuro dos felinos

Filhote de tigre em zoológico alemão: é possível que em poucos anos a espécie só exista em cativeiro
AFP
Filhote de tigre em zoológico alemão: é possível que em poucos anos a espécie só exista em cativeiro
Os tigres podem estar extintos em 12 anos, mas um encontro na Rússia, no próximo mês, poderá reverter o declínio da população destes animais, anunciou nesta quinta-feira a organização ambientalista Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

"O pior cenário é aquele no qual os tigres podem estar extintos quando entrarmos no próximo ano do tigre, em 12 anos", disse Ola Jennersten, diretor do programa de preservação internacional da WWF sueca.

A organização lidera uma campanha global para tentar dobrar o número de tigres até 2022, quando começará o próximo ano do tigre.

O WWF informou que no último século, a caça ilegal, a redução do hábitat e o comércio de partes de tigre utilizadas na medicina oriental fizeram o número de grandes felinos cair, em todo o mundo, 97%, diminuindo sua população para 3.200 indivíduos, atualmente.

"Apesar dos números pessimistas, a situação é mais esperançosa do que nunca", disse Jennersten, enaltecendo a iniciativa política dos 13 'estados tigres' e de diferentes entidades de se encontrar na Rússia de 21 a 24 de novembro a fim de deter uma possível extinção da espécie.

"Isto será alcançado com um maior envolvimento político, concentrado em áreas para tigres, que têm a maior chance de garantir a conservação a longo prazo dos animais, e um controle maior sobre o comércio" ligado aos felinos, afirmou.

Espera-se que o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, que no passado deu demonstrações de seu amor pela natureza, beijando animais publicamente e exibindo-se em uma série de peripécias na natureza, algumas envolvendo tigres, participe da conferência, em São Petersburgo.

Segundo a WWF, 1.800 tigres vivem na Índia, no Nepal, no Butão e em Bangladesh; 450, em Sumatra, 400 na Malásia, 350 estão espalhados em todo o sudeste asiático e 450 vivem, em hábitat natural, na Rússia.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.