Teste de pressão em poço da BP é novamente adiado

Vazamento em dos dutos de contenção foi o responsável por atraso no teste

Reuters |

AP
Petróleo jorra de uma das válvulas da tampa de contenção
A BP enfrenta na quinta-feira um novo atraso num teste estrutural do poço do Golfo do México de onde jorra petróleo desde abril. O novo problema foi causado por um vazamento num duto conectado a uma das válvulas da nova tampa instalada no poço.

Na segunda-feira, a BP instalou um novo dispositivo para tentar conter o vazamento, que causa graves prejuízos econômicos e ambientais nos EUA. Em seguida, após receber autorização do governo, a empresa começou a fechar uma série de válvulas, para tentar avaliar se a estrutura do poço resistirá à pressão caso o fluxo de petróleo e gás seja totalmente interrompido.

Na terça-feira, o governo havia pedido 24 horas de adiamento para avaliar o risco de que o teste de pressão acabasse danificando irreversivelmente o poço.

"O teste de verdade ainda não começou. Quando estávamos fazendo as checagens e testes finais, notamos um pequeno vazamento em uma linha de sufocação, então estávamos reparando isso antes que o teste comece", disse um porta-voz da BP, acrescentando que o conserto seria rápido e a atividade poderia ser retomada ainda na quinta-feira.

Acompanhe a evolução da mancha de óleo no infográfico do iG

Se os testes, com avaliações a cada 6 horas, mostrarem que a nova "tampa" causa risco ao poço, o dispositivo poderá ser aproveitado num sistema, já em operação, que recolhe a maior parte do petróleo que jorra e o leva para navios na superfície.

Em Londres, as ações da BP tiveram queda de 0,3 por cento, cotadas a 4 libras, mostrando uma redução no otimismo demonstrado no começo da semana pelos investidores, quando havia a expectativa de que o vazamento fosse rapidamente contido.

Desde o início do vazamento, em 20 de abril, a BP chegou a perder mais de 100 bilhões de dólares no seu valor de mercado, mas especulações sobre uma venda da empresa levaram a uma recuperação nas últimas três semanas.

    Leia tudo sobre: vazamentopetróleoBPGolfo do México

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG