Tempestade tropical Alex avança no Golfo do México

Alex pode se tornar um furacão na terça e atrapalhar a limpeza do vazamento de petróleo na região

AFP |

© AP
Na imagem de satélite do dia 26, Alex paira acima de Guatemala e Belize. Há receios que amanhã (29) ela se torne um furacão
A tempestade tropical Alex intensificou nesta segunda-feira seu avanço pelo Golfo do México, onde ameaça agravar os esforços para conter o derramamento de petróleo, e pode se transformar em furacão nas próximas horas, informou o Centro americano de Furacões (NHC), com sede em Miami.

Acompanhe a evolução do vazamento de petróleo no Golfo do México no infográfico do iG

O fenômeno desloca-se a sudoeste do gigantesco derramamento de petróleo - provocado pela britânica BP - que se estende em frente às costas da Louisiana, Alabama, Mississipi e Flórida (sul dos EUA).

Teme-se que nos próximos dias seus ventos possam afetar os trabalhos de recuperação e limpeza no Golfo do México, em meio ao pior desastre petrolífero da história americana.

Às 21H00 GMT (18H00 de Brasília), o centro de Alex localizava-se a 660 km de Tampico, México, e a 835 km de Browsville (Texas), Estados Unidos.

O ciclone se dirigia em direção norte-noroeste a 7 km/h, com ventos máximos de 95 km/h, que se estendem até 110 km de seu centro.

"Está previsto o fortalecimento nos próximos dois dias e Alex pode se tornar um furacão na terça-feira (29)", disse o NHC.

Uma vigilância de furacão está vigente para a costa leste mexicana entre a desenbocadura do rio Grande e a cidade de La Cruz. E do sul de Bahía Baffin e a foz do río Grande no estado de Texas, disse o organismo.

Condições de tempestade tropical são possíveis na costa norte do México e no sul do Texas nas próximas 48 horas.As chuvas e deslizamentos causados por Alex já deixaram uma dezena de mortos em El Salvador, Nicarágua e Guatemala, e inundações na América Central e no México.

No Pacífico, no entanto, os ciclones Celia e Darby, que se deslocavam em frente às costas do sudoeste do México, perderam a força nesta segunda-feira e se converteram em depressões tropicais, sem representar nenhuma ameaça ao continente.

A temporada de furacões no hemisfério norte ocorre de junho a novembro.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG