Tempestade pode interromper por duas semanas operação no Golfo

Tempestade tropical Alex é a primeira da temporada a se formar no Oceano Atlântico; ela pode se transformar em furacão na quarta

iG São Paulo |

AP
Guarda caminha ao longo da barreira para conter vazamento de óleo no Golfo do México
As operações da companhia petrolífera britânica BP para deter o vazamento de petróleo no Golfo do México e recolher o óleo podem ser suspensas durante duas semanas caso a tempestade tropical "Alex", a primeira da temporada no Atlântico , chegue à região.

O almirante do Serviço de Guarda-Costeira, Thad Allen, designado pelo governo do presidente Barack Obama para supervisionar a resposta ao vazamento, disse neste sábado à rede "CNN" que, se o "Alex" chegar à área afetada, será preciso tomar as medidas de segurança necessárias.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visita Nova Orleans e a Flórida na terça-feira para supervisionar os trabalhos de contenção do vazamento realizados pela BP. O vazamento, o maior desastre ambiental da história dos EUA, foi provocado pela explosão da plataforma da BP em 20 de abril.

Os modelos meteorológicos não preveem que a tempestade passe diretamente por cima da área, mas Allen ressaltou que "o tempo é imprevisível e pode mudar no último minuto".

O centro da tempestade, que se formou neste sábado no oeste do Caribe, aproxima-se de Belize e da costa leste da península de Yucatán à noite.

As previsões para cinco dias do Centro Nacional de Furacões dos EUA dizem que o "Alex" se transformará em um furacão na próxima quarta-feira e chegaria a tocar a terra próximo a Tampico (México).

Trabalhos de limpeza

Apesar das informações de que os intensos esforços de limpeza da enorme mancha de óleo estão ameaçados, a BP informou progressos em seus esforços de recuperação do petróleo vertido no mar, que incluem a sucção do óleo para o petroleiro 'Discoverer Enterprise' e a queima do petróleo e gás coletado em outra plataforma.

Às 12h de Brasília, o olho da tempestade, com ventos contínuos de 75 km por hora, foi localizado 225 km ao leste de Belice City, informou o Centro Nacional de Furacões, com sede em Miami. Após provocar chuvas nos países da América Central, espera-se que a tempestade se dirija para o Golfo do México.

Uma tempestade - sem falar um furacão - na região do vazamento seria um duro golpe para a BP, cujos esforços de limpeza sofreram toda sorte de contratempo.

Allen disse que os navios que recuperam o petróleo derramado precisam de 120 horas para sair da região. "Se tivermos um indício de que temos uma possibilidade de ventos com força de vendaval 120 horas antes, tomaremos a decisão", disse, acrescentando que "neste momento, não chegamos a esse limite".

A BP informou que na sexta-feira havia conseguido recuperar 24.550 barris de petróleo, 3,5% a mais que na quinta-feira. Desde maio, foram recolhidos, aproximadamente, 413.000 barris.

O governo americano estima que o vazamento libere entre 30.000 e 60.000 barris diários (4,7 a 9,5 milhões de litros) de petróleo no Golfo do México.

A companhia britânica informou que seus planos de perfurar novos poços para reter o vazamento estavam a caminho. Mas não se espera uma solução permanente para o derramamento até que esses poços estejam concluídos, algo que se espera para agosto.

Enquanto isso, as praias turísticas de Pensacola, na Flórida, famosas pelas areias brancas, foram alcançadas finalmente pela maré negra e as autoridades proibiram os banhos de mar em plena temporada de verão.

A área afetada vai de Perdido Key até regiões da ilha Santa Rosa, em Pensacola Beach, região de maior atração turística na área, que inclui arrecifes de coral e uma importante indústria pesqueira.

*Com EFE e AFP

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