Tempestade ameaça finalização de poço auxiliar da BP

Autoridades observam com atenção o sistema meteorológico tropical que se desloca da península em direção ao local do vazamento

iG São Paulo, com informações da Reuters e da AP |

O poço auxiliar da BP está perto de iniciar esta semana a operação de fechamento permanente do poço petrolífero avariado no Golfo do México, a não ser que uma perturbação meteorológica que se aproxima do local atrapalhe o cronograma.

"Eles estão perfurando os últimos nove a 12 metros. É um trabalho que continua constantemente e é feito em segmentos", disse nesta segunda-feira (09/08) o chefe do esforço de reação ao vazamento de óleo nos EUA, Thad Allen, em teleconferência para atualizar as informações sobre as etapas finais do fechamento definitivo do maior vazamento marítimo de petróleo no mundo.

Acompanhe a evolução do vazamento no Golfo do México no infográfico do iG

"Prevemos que até o final da semana vamos poder interceptar o anulo (o espaço entre a coluna do poço e a rocha que a cerca) e iniciar o procedimento de selamento", disse ele.

Allen falou que as autoridades responsáveis pela reação ao vazamento estão observando com atenção um sistema meteorológico tropical que se desloca pela península em direção leste e que os meteorologistas preveem que dentro em alguns dias passará perto do local do vazamento do poço da BP no Golfo do México.

Dependendo de sua força e direção, o sistema pode afetar o cronograma da operação de com o poço auxiliar para fechar permanentemente o poço avariado de Macondo, que foi tampado provisoriamente em 15 de julho.

Os meteorologistas atribuem à perturbação climática 20 por cento de chances de ganhar força e virar uma depressão tropical.

Outro grande problema

© AP
Pequenas gotas de óleo são visíveis dentro da casca de embrião de caranguejo azul
Para determinar o tamanho do desastre do vazamento de petróleo no Golfo do México, pesquisadores estão de olho num importante item da indústria alimentícia e também o primeiro indicador de saúde de um ecossistema: o caranguejo azul.

Especial: o futuro ambiental do Golfo do México

Antes mesmo de engenheiros injetarem cimento e lama pesada no poço danificado no Golfo do México, cientistas começaram a encontrar vestígios de petróleo em larvas de caranguejo em águas do Golfo do México.

O governo americano disse na semana passada que três quartos do vazamento de óleo havia sido removido ou dissipado da água pela própria natureza. Mas a descoberta nas larvas do caranguejo azul foi um péssimo sinal de que o óleo cru já está infiltrado na fauna e flora do Golfo e pode permanecer lá por anos.

Pequenas criaturas podem ser afetadas em porções muito pequenas de petróleo que podem sobreviver, disse Bob Thomas, biólogo da Universidade Loyola em Nova Orleans. Mas os animais no topo da cadeia, como é o caso dos golfinhos e atuns, podem receber doses fatais.

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