Tempestade Alex atrasa limpeza de vazamento no Golfo do México

Rajadas de vento e ondas altas comprometem segurança da operação

BBC Brasil |

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Parte das operações de limpeza do vazamento de petróleo no Golfo do México foram adiadas nesta terça-feira devido à passagem da tempestade tropical Alex na região.

Veja no infográfico do iG a evolução do vazamento no Golfo do México

Os barcos que retiram o petróleo da superfície do mar na região tiveram que voltar para a costa de Estados como Louisiana, Mississippi, Flórida e Alabama, pois as rajadas de ventos e ondas altas fazem com que a operação não seja segura.Mas a captura do petróleo no local do vazamento ainda continua, apesar da tempestade.

Dezenas de milhares de barris de petróleo vazaram todos os dias desde a explosão e afundamento da plataforma Deepwater Horizon, da companhia petroleira britânica BP, em abril. Um poço está sendo perfurado perto de onde está ocorrendo o vazamento para tentar parar o fluxo de petróleo e, de acordo com a direção da BP, este poço deve ficar pronto até o começo de agosto.

Uma cápsula colocada pela BP para capturar parte do petróleo que está vazando do oleoduto está coletando até 25 mil barris de petróleo por dia e enviando tudo para dois navios, na superfície. A BP esperava coletar até 53 mil barris por dia, ligando o mecanismo a outro cargueiro, mas o vice-presidente do setor de exploração e produção da BP, Kent Wells, afirmou que as condições climáticas geradas pela passagem da tempestade Alex podem causar problemas.

Wells afirmou que o mar agitado poderá atrasar em até uma semana a conexão do novo sistema de captura de petróleo. De acordo com o Centro Nacional de Furações dos Estados Unidos, a tempestade Alex está se intensificando lentamente e deve se transformar no primeiro furacão da estação.

Meteorologistas esperam que a tempestade chegue à costa perto da fronteira entre o Estado americano do Texas e o México na manhã de quinta-feira.

Prejuízo
A BP informou na segunda-feira que os custos das operações de limpeza do vazamento de petróleo no Golfo do México chegaram a US$ 2,65 bilhões (cerca de R$ 4,7 bilhões). De acordo com a BP, este custo inclui a reação ao vazamento, a contenção do petróleo, perfurações de poços para aliviar o fluxo do vazamento, doações para os Estados americanos do Golfo do México e indenizações. O custo diário aumentou para uma média de US$ 100 milhões nos últimos três dias, a média diária mais alta até o momento.

A BP informou que mais de 39 mil pessoas estão envolvidas na operação de resposta ao desastre, no entanto o petróleo do vazamento chegou às praias da cidade de Biloxi, às margens do rio Mississippi. Mais de 80 mil pedidos de indenização foram entregues à companhia até o momento e a BP já teria feito 41 mil pagamentos, em um total que chegou a US$ 128 milhões (cerca de R$ 227,8 milhões).

O acidente na plataforma da BP, a Deepwater Horizon, ocorreu em abril e matou 11 funcionários. Desde então, o vazamento resultante do acidente vem despejando milhares de barris de petróleo na região do Golfo do México diariamente.

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