Supermercados paulistas deixam de fornecer sacolas plásticas hoje

Associação afirma que sacolas reutilizáveis vão custar no máximo R$ 0,59

iG São Paulo |

Agência Estado
Em São Paulo, supermercados deixam de fornecer sacolas plásticas para os consumidores
A partir de hoje (4) os supermercados paulistas vão deixar de fornecer sacolas plásticas para os consumidores. Para fazer as compras, o consumidor terá de levar sacolas reutilizáveis ou comprar as ecobags nos próprios estabelecimentos. Apesar de não haver mais obrigatoriedade de fornecimento de alternativa gratuita, os supermercados pretendem distribuir caixas de papelão.

Os supermercados paulistas afirmam que querem reduzir o preço das sacolas reutilizáveis que serão distribuídas em suas lojas. Segundo o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), João Galassi, o preço das sacolas é alto. “Na próxima semana estamos fazendo um grande encontro com os fornecedores, para que possamos reduzir ainda mais os preços”, disse hoje (3) Galassi.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela Apas com o Procon de São Paulo e o Ministério Público Estadual prevê que as sacolas reutilizáveis custem no máximo R$ 0,59. A Apas, no entanto, disse que tentará reduzir o preço das sacolas e de outros produtos. “Carrinho de feira, sacolas reutilizáveis, tudo que esteja relacionado ao movimento da sustentabilidade, ao movimento da substituição das sacolas por reutilizáveis”, citou o presidente da associação.

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O acordo foi assinado no começo de fevereiro. Nesse período houve uma redução de 72% no número de sacolas distribuídas comparado com o mesmo período de 2011, de acordo com Galassi.

O promotor de Justiça, José Eduardo Ismael Lutti, destacou a importância do fim da distribuição das sacolas plásticas como forma de reduzir a produção de lixo e preservar os recursos naturais. “Não queremos mais a produção desnecessária de resíduos sólidos. A sacolinha plástica é um exemplo típico disso. É o símbolo do desperdício de recursos naturais”.

Segundo Lutti, os supermercados que continuarem a distribuir a embalagem poderão ser acionados judicialmente, com base na Lei de Resíduos Sólidos, para que também recolham as sacolas. “A rede de supermercado pode cativar o seu cliente, porém, ela vai ter que arranjar uma forma de ir até a casa do consumidor e recolher a sacolinha de volta”.

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Apesar de considerar o fim da distribuição das embalagens “uma oportunidade para que o consumidor pratique alternativas mais sustentáveis”, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) defendeu hoje, em nota, que a medida também promova benefícios concretos para os consumidores. “Os supermercados deveriam promover descontos na compra por cada sacola evitada ou subsidiar as sacolas reutilizáveis, com o recurso que está sendo economizado com o banimento de sacolas plásticas para que as reutilizáveis sejam acessíveis para todos os consumidores”.

(Com informações da Agência Brasil)

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