A partir de quarta-feira (4), estabelecimentos vão passar a vender sacolas biodegradáveis e bolsas reutilizáveis

Supermercados paulistas não vão mais distribuir sacolas plásticas para consumidores
Futura Press
Supermercados paulistas não vão mais distribuir sacolas plásticas para consumidores
Os supermercados do Estado de São Paulo voltam a deixar de fornecer sacolas plásticas para os consumidores a partir de amanhã (4). A medida entrou em vigor no dia 25 de janeiro, durando apenas oito dias. À época, após protestos, a Associação Paulista de Supermercados (Apas), o Ministério Público Estadual e o Procon-SP firmaram acordo para que as sacolas plásticas fossem fornecidas por mais 60 dias, tempo considerado necessário para a adaptação dos consumidores .

A partir de quarta-feira (4), no lugar das sacolas plásticas, os estabelecimentos passarão a vender sacolas biodegradáveis compostáveis feitas de amido de milho e sacolas reutilizáveis (a R$ 0,20). Os supermercados também se comprometeram a disponibilizar caixas de papelão.

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Em nota, a Comissão de Direito e Relações de consumo da OAB-SP afirmou que a proibição da distribuição de sacolas plásticas não tem força de lei e que irá “fomentar demissões em massa no setor e prestigiar o pólo fabril estrangeiro, uma vez que as sacolas retornáveis que vêm sendo distribuídas em muitos supermercados são fabricadas na China”.

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Rio de Janeiro
No Rio, a Coordenadoria de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente, e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) vão vistoriar, a partir das 9h30, o cumprimento da Lei das Sacolas Plásticas (Lei 5.502/09) em diversos supermercados do centro da cidade.

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O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, autor da Lei das Sacolas Plásticas, vai participar da operação que visa ao consumo consciente e estimula a redução do uso de sacolas descartáveis. Os infratores podem ser multados em até R$ 28 mil. A equipe de fiscalização vai sair da sede da secretaria, na Praça Mauá.

(Com informações da Agência Brasil)

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