Sem acordo, reunião de biodiversidade segue em debate

Brasil defende financiamento internacional a projetos de preservação ambiental e protocolo para a explração de recursos genéticos

AE |

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A Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP-10), que estava marcada para terminar hoje (29), em Nagoya, no Japão, já se estende pela madrugada de sábado (horário local). Segundo informações do ministério do Meio Ambiente, à 0h50, ainda não havia previsão de encerramento. A grande maioria das delegações dos países continua na plenária, inclusive a brasileira, com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, participando das discussões.

Representantes de 193 países estiveram reunidos entre os dias 18 e 25 para discutir as metas de preservação das espécies animais e vegetais referentes aos próximos dez anos, além de outras temas que foram motivo de impasse entre os países. O Brasil, como líder dos países ricos em biodiversidade, defendeu o financiamento internacional a projetos de preservação ambiental e, principalmente, a regulamentação de um protocolo para a exploração de recursos genéticos provenientes de animais e plantas.

Vários países desenvolvidos ressaltaram que o protocolo deve ser "transparente e previsível", de forma a são criar incertezas jurídicas ou burocracias excessivas que possam penalizar as pesquisas e o desenvolvimento de novas tecnologias com base na biodiversidade. Em um gesto de boa vontade, o Japão, país anfitrião, anunciou nesta semana um compromisso de investir US$ 2 bilhões (R$ 3,4 bilhões) em projetos internacionais de conservação da biodiversidade nos próximos três anos.

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