Secretário da Rio+20 diz que ONU pode criar organismo para meio ambiente

Proposta será discutida na conferência que acontece em junho

EFE |

O secretário-geral da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável ( Rio+20 ), Sha Zukang, afirmou nesta terça-feira (6) no Rio de Janeiro que as Nações Unidas podem criar um organismo global para atender os problemas do meio ambiente.

O titular da conferência, que será realizada entre 20 e 22 de junho, assinalou que uma das propostas é fortalecer o atual Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), e a segunda seria a criação de um novo organismo, similar às organizações mundiais do comércio (OMC) e da Saúde (OMS).

"Ambas as propostas estão sobre a mesa e, se houver concordância sobre a segunda, deve estar claro como esta nova agência irá relacionar-se com outras organizações já existentes sobre o meio ambiente", declarou Zukang em entrevista coletiva.

A proposta será discutida na Rio+20, que reunirá entre 100 e 120 chefes de Estado, além de delegações de todos os países, segundo assinalou a jornalistas em São Paulo o subsecretário-geral de Meio Ambiente da Chancelaria brasileira, Luiz Alberto Figueiredo Machado.

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O diplomata brasileiro, um dos responsáveis pela organização da cúpula, assinalou que na reunião será proposto também elevar a atual Comissão de Desenvolvimento Sustentável da ONU ao grau de Conselho, para ter maior hierarquia e status dentro das Nações Unidas.

Zukang realiza visita ao Rio de Janeiro para conhecer detalhes de logística, transporte, mobilidade e segurança que a cidade prepara para receber a conferência, e aproveitou para abordar também questões globais sobre meio ambiente.

Para o diplomata chinês, a Floresta Amazônica "é o pulmão do mundo e está muito claro que ela pertence ao Brasil, mas também é claro que o Brasil faz parte do mundo" e as questões de soberania "não se discutem".

Segundo sua opinião, o que entra em discussão é o como usar os recursos naturais.

"Usá-los (os recursos naturais) é uma decisão soberana do Governo do Brasil, mas temos que levar em conta o fato de que todos vivemos em um mesmo planeta, e quando se exploram recursos em uma floresta é preciso avaliar os impactos sobre o meio ambiente", apontou Zukang, que elogiou os "esforços" do país nesse aspecto.

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