Robôs tentam colocar funil sobre vazamento de petróleo

Tempo calmo facilitou a instalação do novo dispositivo. Um terceiro navio deverá elevar a captação para 80 mil barris diários

AFP |

Os engenheiros da BP informaram "avanços" nesta segunda-feira na operação para colocar um novo funil sobre o vazamento de petróleo em um poço submarino no Golfo do México, origem do pior desastre ambiental dos Estados Unidos.

Acompanhe a evolução da mancha de óleo no infográfico do iG

Em uma fase crítica das operações para deter o vazamento, a petroleira britânica aproveitava a calma meteorológica em plena temporada de furacões no Atlântico para instalar o novo funil, que em teoria vai capturar a totalidade do petróleo que escapa.

Desde sábado passado, quando robôs submarinos operando a cerca de 1.500 metros de profundidade retiraram o antigo funil do ponto do vazamento, até a instalação do novo funil, o processo total deve exigir de quatro a sete dias.

"Estamos satisfeitos com nossos progressos", revelou o vice-presidente da BP, Kent Wells. "Planejamos e aplicamos cuidadosamente todo este procedimento. Tratamos de evitar o menor erro possível".

Segundo a BP, o novo dispositivo e a chegada de um terceiro navio ao local, o Helix Producer, elevará a capacidade de recuperação do petróleo para 80 mil barris diários.

O antigo funil recuperava 25 mil barris de petróleo em média por dia, dos 35 a 60 mil que escapam do poço da plataforma.

O novo sistema também pode ser desconectado e reconectado mais facilmente, para o caso de furacão.

O novo funil é uma solução temporária para o devastador derramamento de petróleo que atinge o Golfo do México, após a explosão e o posterior naufráfio da plataforma Deepwater Horizon, há cerca de três meses.

A BP informou na quinta-feira passada que os poços paralelos que estão sendo perfurados para deter definitivamente o vazamento poderão entrar em funcionamento no final de julho, apesar de o período mais provável ser meados de agosto.

O maior desastre ecológico da história dos Estados Unidos foi deflagrado no dia 20 de abril, quando a plataforma Deepwater Horizon explodiu, para afundar dois dias depois.

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