Reunião de Genebra restaura confiança após fracasso de Copenhague

Perspectivas para a próxima conferência sobre o clima. que acontecerá em novembro no México, são positivas

EFE |

A reunião que juntou vários países quinta (2) e sexta-feira (3) em Genebra para decidir como pagar projetos de corte de emissões de carbono em países pobres serviu para restaurar a confiança nas negociações sobre o clima, depois do fracasso da Conferência de Copenhague de 2009.

Foi o que constataram hoje vários dos protagonistas do encontro, patrocinado por Suíça e México a fim de amaciar o caminho para a próxima conferência sobre o clima que acontecerá em Cancún no final de novembro.

"Não é segredo que desde Copenhague havia uma erosão da confiança, e aqui melhorou", disse em entrevista coletiva Chistiana Figueres, Secretária Executiva da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC).

A diplomata costarriquenha, que é a principal responsável pelas negociações para reduzir as emissões de gases poluentes, deixou claro nesta reunião que "a entrega e atribuição dos fundos a curto prazo comprometidos em Copenhague, de US$ 30 bilhões até 2012, é a chave de ouro que abrirá as portas do êxito em Cancún".

Com o objetivo de proporcionar transparência sobre a origem, quantidade e emprego desses fundos destinados aos países em desenvolvimento para que lutem contra a mudança climática, foi criado, hoje, um site que detalha as contribuições a pedido da Holanda.

Na reunião, a China, um dos países emergentes participantes, pediu à comunidade internacional que respeite o compromisso adquirido em Copenhague, e que os países desenvolvidos definam o mais rápido possível suas contribuições para o fundo de US$ 30 bilhões prometidos na reunião.

Os Estados Unidos também são um elemento-chave das negociações, já que, apesar de serem o maior poluidor mundial per capita, é o único país industrializado que não assinou o Protocolo de Kioto, ratificado até o momento por 163 países.

O enviado especial dos EUA para a luta contra a mudança climática, Todd Stern, assegurou hoje que seu país está comprometido com o objetivo de buscar novos métodos de financiamento neste assunto. No entanto, Stern reconheceu que não será possível o Congresso dos EUA aprovarem uma lei a respeito antes da reunião de Cancún.

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