Relatório: ataque de urso em Yellowstone poderia ter sido evitado

Investigação mostra que tentativa de fuga de casal de turistas causou ataque de fêmea, resultando em uma morte

AFP |

Um casal de americanos provocou o ataque de um urso pardo (grizzly), que terminou na morte de um deles, ao correr e gritar fugindo do animal, ao invés de seguir as orientações do Parque Nacional Yellowstone de permanecer calmos, segundo as conclusões de uma investigação.

Brian Matayoshi, de 57 anos, morreu ao ser atacado por uma fêmea de urso pardo, que depois tentou pegar sua esposa pela mochila e a largou depois, indo embora logo depois levando consigo seus dois filhotes, indicou um informe oficial sobre o incidente publicado na terça-feira (20).

A esposa de Matayoshi pediu ajuda e foi retirada do local sã e salva.

O casal de turistas cruzou com a ursa e seus filhotes no caminho em direção ao lago Wapiti, um trajeto muito frequentado do parque, que se estende sobre os Estados de Wyoming, Montana e Idaho, no dia 6 de julho pela manhã.

O animal se encontrava a 100 metros do casal, que quando o viu resolveu voltar atrás. A ursa começou a segui-los, e eles correram e gritaram, segundo o relatório que pode ser lido no site da administração do parque nacional.

"A reação da ursa quando perseguia o casal foi exacerbada pelo fato de que eles começaram a correr e gritar enquanto fugiam", explicou o informe.

"O que sem dúvida começou como uma tentativa da ursa de avaliar o que os Matayoshi representavam se transformou em uma corrida de perseguição depois que eles começaram a correr e a gritar pelo caminho", acrescentou.

A recomendação do parque aos visitantes é que não corram se um urso se aproximar e levar consigo um spray de pimenta. O casal não possuía este objeto.

Outro caso mortal ocorreu em agosto, quando um homem de 59 anos que acampava sozinho no parque foi morto por um urso pardo.

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