A destruição aconteceu em áreas de preservação permanente e atingiu ninhos de araras e maritacas, além de matar outros animais

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Uma queimada para renovação de pasto no Pantanal de Mato Grosso do Sul carbonizou um número ainda não estimado de ninhos com filhotes de araras, papagaios, periquitos e maritacas, que nesta época do ano estão nos primeiros dias de vida. Também morreram queimados cobras e lagartos, segundo disseram hoje soldados da Polícia Militar Ambiental (PMA), em uma área de 2.240 hectares consumida pelo fogo.

A labareda que deveria queimar o capim seco de uma área limitada ficou sem controle na Fazenda Boa Vista, situada no município de Rio Negro, e alcançou outras propriedades rurais. A maior destruição da fauna e da flora aconteceu nas áreas de preservação ambiental permanente.

O proprietário da Fazenda Boa Vista, Joel Alcântara Mattos, recebeu multa de R$ 1,9 milhão correspondente à queimada. Segundo a PMA, essa é a maior multa aplicada a uma única ocorrência do gênero no Estado.

Apesar disso, pequenos e grandes produtores rurais continuam cometendo crimes ambientais. Um deles foi Sebastião Alexandrino, de 49 anos, morador do Assentamento São Gabriel, em Corumbá, no Pantanal. Ele estava estocando madeira de aroeira e piúva, retirada do local e já transformada em 17 postes, tábuas e lascas para cercas de arame farpado.

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