Qualidade do ar piorou em 38% das cidades de SP

Mais da metade dos municípios monitorados tem o ar saturado por causa do poluente ozônio

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O Estado de São Paulo tem 159 municípios com ar considerado saturado por causa do poluente ozônio (O 3 ) - ou 60% das cidades monitoradas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Os dados entre 2008 e 2010, que constam em classificação elaborada pela Cetesb sobre a severidade do ar, mostram ainda que a qualidade do ar piorou em 38% das cidades, em comparação com o estudo realizado em 2009.

A poluição é medida em 42 estações espalhadas na capital paulista, região metropolitana, Baixada Santista e regiões industrializadas. Os municípios em um raio de 30 quilômetros de onde ocorre a medição recebem a mesma avaliação. Entre as cem cidades em que houve piora do ar, 45 passaram do nível "não saturada" para quase saturada. O restante tornou-se saturada. A saturação é subdividida em três níveis: moderada, séria e severa. Cinquenta cidades têm grau severo. Sete também apresentam saturação por Material Particulado (MP) - os dois elementos são, hoje, os principais vilões da poluição.

Desde 2008, a Cetesb classifica a saturação do ar no Estado para condicionar a liberação de licenças para empreendimentos nessas áreas à implementação de programas contra a poluição. Uma cidade é considerada com ar saturado se for apurado pelo menos um dia com poluição acima do padrão traçado.

Ozônio e secura
O número de cidades com ar saturado por conta do ozônio teve aumento de 14% em relação ao ano anterior. Para a Cetesb, o aumento se explica por causa de condições desfavoráveis do clima em 2010. "Houve um período de inverno muito seco e grandes períodos de insolação, que favorecem a formação do ozônio", afirma a gerente da Divisão de Qualidade do Ar, Maria Helena Martins.

O ozônio se forma a partir de reações químicas entre óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis na incidência de luz solar. Quando a qualidade do ar está ruim por ozônio, pessoas com doenças respiratórias têm os sintomas agravados. As pessoas podem apresentar ardor nos olhos, nariz e garganta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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