Qualidade da água melhora em São Paulo, já ar e praias pioram

Aumento da frota que supera os 7 milhões de veículos tem relação direta com essa piora na qualidade do ar

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Agência Estado
Faixa de poluição encobre a zona Sul de São Paulo na manha desta sexta-feira (25)
O ar da Grande São Paulo e a balneabilidade das praias pioraram em 2010 em comparação com 2009, mas a qualidade da água consumida no Estado melhorou. Essas são algumas das conclusões do Painel da Qualidade Ambiental, estudo que analisa a evolução de 21 índices, divulgado ontem pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Do total de índices, 10 apresentaram melhora, 9 pioraram e 2 se mantiveram inalterados. Um dos principais vilões do meio ambiente continua sendo a poluição do ar na Grande São Paulo. O ozônio e a poeira conhecida como material particulado, emitida especialmente pela queima de combustíveis de veículos, foram mais presentes em 2010 do que em 2009. O número de microgramas por metro cúbico de material particulado subiu de 32 para 37 - o índice considerado saudável pela Organização Mundial da Saúde, no entanto, é muito mais baixo, de até 20.

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Para Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, o aumento da frota - São Paulo já supera os 7 milhões de veículos - e do trânsito, que deixa os motores funcionando mais tempo, tem relação direta com essa piora na qualidade do ar.

A balneabilidade também piorou. Ficaram limpas durante todo o ano de 2010 30% das praias - em 2009, haviam sido 34%.

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