Protesto reúne 30 mil em Santiago contra represas na Patagônia

Manifestantes eram contrários à construção de grande hidrelétrica. Presidente chileno considera obra vital para economia do país

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Conservacionistas e policiais entram em confronto durante manifestação no Chile contra construção de hidrelétrica
Pelo menos 30 mil pessoas marcharam na noite desta sexta-feira (13) pelo centro de Santiago, no Chile, em protesto pela construção de cinco represas na Patagônia chilena.

Segundo a polícia, o movimento foi uma das maiores manifestações dos últimos anos no país. As represas receberam sinal verde na segunda-feira de uma comissão ambiental.

Os manifestantes avançaram pelo centro de Santiago até chegar às imediações do palácio presidencial de La Moneda, onde foram dispersados pela polícia, gerando um confronto generalizado.

Os manifestantes lançaram pedras contra a polícia e destruíram vitrines de lojas, enquanto os policiais utilizavam jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo, constatou a AFP.

A polícia prendeu 67 pessoas no protesto, que também deixou dezenas de feridos.

As 67 pessoas foram detidas por ataques contra lojas, agências bancárias e bens públicos. Todas serão levadas a um tribunal de Santiago.

Defendido pelo governo do presidente chileno, Sebastián Piñera, que o considera vital para o crescimento econômico do país, o projeto é um empreendimento conjunto da espanhola Endesa - controlada pela italiana Enel - e da chilena Colbún, que planejam um investimento total de mais de 7 bilhões de dólares. As obras devem começar em 2014.

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