Produtores de Santa Catarina recebem por preservar mananciais

Propriedades nas margens de rio em São Bento do Sul vão receber até 3 mil reais por ano

AE |

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Um grupo de 49 produtores rurais de São Bento do Sul, em Santa Catarina, receberá recursos este ano por manter ou recuperar suas áreas de reserva legal em propriedades nas margens do Rio Vermelho. Dessa forma, eles contribuem para a preservação do manancial que abastece 75 mil habitantes. A reserva legal é a área que precisa ser preservada dentro das propriedades - na Mata Atlântica, por exemplo, deve ser de 20% dos imóveis rurais.

Esse é o primeiro mecanismo de pagamento por serviço ambiental (PSA) implantado em município catarinense. Os terrenos são avaliados por uma comissão e são analisados 18 requisitos. O pagamento é feito de acordo com a pontuação. O valor mínimo por propriedade é de 125 Unidades Fiscais do Município (o que corresponde a R$ 336,24).

Até agora, foi feito o pagamento para 11 proprietários, num total de R$ 8.646,37 - o menor valor foi de R$ 336,24 por propriedade ao ano e o maior, de R$ 3.028,52. Neste mês, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e a Prefeitura de São Bento do Sul firmaram uma parceria para ampliar o pagamento por serviços ambientais. A intenção é incluir, numa segunda etapa, outras propriedades na bacia do Rio Vermelho. Também será aperfeiçoada a metodologia para valorar as propriedades.

"Vamos estabelecer uma nova forma de calcular quanto cada proprietário irá receber por proteger ou recuperar as áreas naturais em suas terras, para que esse modelo valorize ainda mais a conservação da natureza", diz a diretora executiva da fundação, Malu Nunes.

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