Preservação da Amazônia é questão global, não do Brasil, diz Ban Ki-moon

Secretário-geral da ONU esteve em Brasília e se declarou muito preocupado com a redução das florestas em todo o mundo

BBC Brasil |

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta sexta-feira (17) em Brasília que está "muito preocupado" com a redução das florestas mundo afora e que o desmatamento da Amazônia não diz respeito somente ao Brasil, mas a todos os países.

"Espero que o governo brasileiro, o Parlamento, todas as indústrias alimentícias e comunidades envolvidas discutam esse assunto sinceramente e seriamente, tendo em mente que esta não é uma questão brasileira, é uma questão global", disse Ban a jornalistas.

Segundo Ban, por abrigar a maior floresta do mundo, as ações do Brasil no combate ao desmatamento terão grande impacto nos esforços globais sobre o tema. "O desmatamento mundial representa 20% das emissões de gases de efeito estufa. Precisamos parar com essa tendência", afirmou.

A coletiva encerrou o giro do secretário-geral pela América do Sul. Nesta semana, antes de visitar o Brasil, onde se encontrou com a presidente Dilma Rousseff e com ministros de Estado, ele esteve na Colômbia, na Argentina e no Uruguai.

Horas antes, Ban recebeu a notícia de que o Conselho de Segurança da ONU recomendou que ele seja eleito para um novo mandato de cinco anos à frente das Nações Unidas.

A recomendação deve ser submetida a votação na Assembleia Geral da ONU na próxima terça-feira. Ban disse que colocará "humildemente" sua candidatura à apreciação dos Estados-membros da ONU. "Se eu for confirmado pela Assembleia Geral para um segundo mandato, eu estarei muito mais motivado, honrado e preparado para continuar trabalhando".

Ban voltou a defender que a América do Sul amplie sua atuação na ONU e elogiou os esforços da região em promover relações sul-sul.

Disse ainda que, caso seja reeleito, suas prioridades serão costurar um acordo global sobre mudanças climáticas na Conferência de Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), em 2012, garantir melhores condições para a saúde de mães e crianças e ampliar a assistência humanitária da ONU a vítimas de conflitos armados.

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