Polônia deve vetar decisões da União Europeia sobre o clima

País depende do carvão como fonte para obter mais de 90% de eletricidade

Reuters |

A Polônia está pronta para vetar na sexta-feira um mapa do caminho da União Europeia para 2050 estabelecendo metas de redução de emissões para além de 2020, assim como outro documento detalhando a posição do bloco nas negociações globais para um acordo climático, disseram duas fontes do governo polonês nesta quarta-feira.

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Os ministros do Meio Ambiente do bloco formado por 27 nações vão se reunir em Bruxelas na sexta-feira com o objetivo de aprovar o mapa do caminho para 2050, já vetado pelo governo polonês uma vez, e avançar rumo a uma posição conjunta nas negociações globais.

"Tecnicamente, está resolvido que haverá dois vetos", disse uma fonte sênior do governo sob a condição de anonimato.

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"Não podemos concordar com nada que direta ou indiretamente permita o estabelecimento de metas mais altas para a redução das emissões no futuro próximo", acrescentou outra fonte do governo.

A Polônia, que depende do carvão para obter mais de 90 por cento de suas necessidades de eletricidade, tem se oposto duramente às políticas para o clima da UE desde que se uniu ao bloco em 2004. O governo diz que não há pesquisa nem dados o bastante que justifiquem mais mudanças na agenda sobre o clima.

"Se for para ficarmos sozinhos nisso, assim será. Mas há chance de não estarmos", disse a primeira fonte, referindo-se às conversações de Varsóvia com seus pares regionais para evitar que a UE aceite metas climáticas mais ambiciosas.

O governo de centro da Polônia diz que não concordará com as metas previstas no mapa do caminho para a redução das emissões em 2030, 2040 e 2050, nem com a adoção de uma opção de intervenção no Regime de Comércio de Emissões (ETS, na sigla em inglês) para elevar os preços das licenças de poluição europeias.

"Sobre o primeiro, esses são apenas os achados da Comissão Europeia e podemos registrá-los, nada mais. Sobre o último, a Comissão admite que isso poderá elevar a meta de 2020 para 25 por cento", acrescentou a segunda fonte.

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