Polícia Federal ouve representantes da Chevron sobre vazamento

Mancha de óleo se afasta do litoral e estima-se que tenha 1 quilômetro quadrado de área

iG São Paulo |

Quatro representantes da petroleira Chevron intimados a prestar depoimento hoje na Delegacia de Meio e Patrimônio Histórico da Polícia Federal estão sendo ouvidos pelo delegado responsável pelas investigações, Fábio Scliar. A delegacia é responsável pelas investigações sobre o vazamento de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, norte fluminense.

Scliar está apurando se falhas na perfuração do poço contribuíram para o vazamento de óleo na Bacia de Campos e se a empresa mantinha trabalhadores estrangeiros atuando de forma irregular na plataforma.

Quinze funcionários diretamente ligados à operação da petroleira serão ouvidos ao longo da próxima semana, porque ainda continuam trabalhando na contenção do vazamento.

Mancha de óleo
A mancha de óleo resultante do vazamento ocorrido no Campo de Frade, na Bacia de Campos, litoral norte fluminense, continua diminuindo e se afastando do litoral. A informação foi dada pelos órgãos federais que compõem o grupo de acompanhamento do acidente, com base na observação feita no sobrevoo realizado ontem (24) por um helicóptero da Marinha, com técnicos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo nota divulgada hoje (25) pelo grupo, com base na observação visual, calcula-se que a mancha esteja com 3,8 quilômetros (km) de extensão e cerca de 1 quilômetro quadrado (km²) de área. No dia 21, a mancha era de cerca de 2 km².

Ainda é possível, no entanto, notar o afloramento de óleo na superfície. Técnicos que acompanham o caso alertam que outras manchas podem aflorar, sem que isso represente, necessariamente, novo vazamento. Isso decorre do fato de o vazamento ter ocorrido a grande profundidade, o que faz o óleo levar tempo considerável para chegar do fundo do mar até a superfície, explicam os técnicos.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), um dos órgãos federais que compõem o grupo de acompanhamento, não foi recebida, até agora, nenhuma comunicação sobre problemas com a fauna causados pelo óleo.

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Além da multa de R$ 50 milhões aplicada pelo Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Chevron poderá responder pelo crime de poluição, previsto na Lei de Crimes Ambientais. A pena prevista é de um a cinco anos de prisão.

A petroleira Chevron informou ontem que o vazamento de petróleo já foi controlado e que resta apenas uma mancha de óleo com o equivalente a cerca de 16 litros.

As informações são da Agência Brasil.

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