Polícia Federal investiga safáris ilegais para caça de onças-pintadas

Rede organizaria caçadas que custavam até 64 mil reais no Pantanal, na fronteira com Bolívia e Paraguai

EFE |

A Polícia Federal (PF) informou nesta sexta-feira que investiga uma rede que organiza safáris ilegais para a caça de onças-pintadas e outros animais em extinção na região do Pantanal, na fronteira com a Bolívia e o Paraguai.

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As autoridades confiscaram nesta sexta-feira dois crânios de onça, uma pele de serpente, 12 fuzis, munição e vários objetos que acredita-se que eram utilizados para as caçadas, em uma operação realizada em uma fazenda em Corumbá (MS), segundo informou a PF em comunicado.

O superintendente do Ibama, David Lourenço, afirmou à imprensa local que os donos da fazenda cobravam entre US$ 30 mil e US$ 40 mil dos participantes dos safáris.

A taxa incluía a viagem, o alojamento e o aluguel do armamento necessário para a caça dos animais, além da entrega de "troféus" como pedaços de pele de onça. O Ibama informou em comunicado que a ação desta sexta-feira, que contou com o apoio de um helicóptero do Exército, partiu de uma investigação iniciada no ano passado que desmantelou um grupo de caçadores de onças, integrado por brasileiros e estrangeiros.

A PF reabriu a investigação após ter recebido um vídeo de um americano com imagens de um safári no qual uma onça era abatida a tiros. O órgão ambiental explicou que a multa que poderia aplicar é de R$ 5 mil por cada animal abatido, embora possa dobrar esta quantia "pelo uso comercial para fins de turismo".

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