PF abre inquérito para investigar vazamento na Bacia de Campos

Equipe de peritos foi enviada à plataforma para apurar danos ambientais provocados pelo derramamento de óleo

iG São Paulo |

Divulgação
Navios de apoio usam barreiras para recolhimento do óleo na Bacia de Campos
O vazamento de óleo na Bacia de Campos virou caso de polícia. A Polícia Federal abriu inquérito nesta quinta-feira (17) para investigar os danos ambientais provocados pelo derramamento de óleo em plataforma do campo Frade. De acordo com a assessoria de imprensa da PF, uma equipe de peritos foi enviada à plataforma para iniciar as investigações. Em nota, a PF informou que os responsáveis pelo incidente poderão ser indiciados por crime de poluição e, se condenados, estão sujeitos a penas que variam de um a cinco anos de prisão (artigo 54, Lei 9.605/98).

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) também apura o caso . De acordo com a ANP, uma equipe de técnicos é mantida no Centro de Monitoramento da Chevron desde que foi informada sobre o surgimento da mancha, no dia 8.

Ontem, a ONG SkyTruth, especializada em interpretação de fotos de satélites com fins ambientais, informou que o vazamento pode ser muito pior que o divulgado pela Chevron , companhia petrolífera americana que opera o poço no Campo Frade.

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O cálculo feito pela SkyTruth, a partir de imagens de satélite, concluiu que o poço no Campo Frade já derramou cerca de 15 mil barris de óleo (2.384.809 litros) no mar, estimando que a taxa seja de 3.738 barris por dia (594.294 litros).

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A Chevron afirmou ao iG que estimativa para o volume total do vazamento é de 400 a 650 barris. A Chevron Brasil anunciou nesta terça-feira (15) a redução do vazamento de óleo no Campo Frade garantiu que o poço de petróleo danificado será selado e abandonado com a aprovação da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A empresa ressaltou, em nota, que 17 navios participam da contenção e recolhimento do petróleo derramado.

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A Polícia Federal explica que como o vazamento é um dano ambiental, é considerado um crime federal, e cabe à instituição averiguar o caso. De acordo com a PF, a Agência Nacional de Petróleo é um órgão regulador, que deve permitir ou proibir medidas como fechamento do poço, por exemplo.

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