Petróleo do Golfo do México chega à costa do Mississippi

Vestígios de óleo e bolas de alcatrão foram vistas nas praia do estado

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Banhista observa onda com petróleo no sábado (26) em Orange Beach, Alabama
O vazamento de petróleo no Golfo do México chegou pela primeira vez à costa do Mississippi, depois de dez semanas, informaram no domingo (27) autoridades do estado sulista.

Acompanhe a evolução do vazamento de petróleo no Golfo do México no infográfico do iG

Na última hora deste sábado, funcionários do estado encontraram em várias praias vestígios de uma emulsão viscosa que na verdade é água misturada a petróleo, bem como bolas de alcatrão, explicaram.

"Até agora estávamos salvos. Mas não mais", disse Dan Turner, secretário de imprensa do governador republicano do Mississippi, Haley Barbour.

"Esta é nossa primeira penetração significativa de petróleo na costa", disse Turner à AFP.

Os funcionários do estado advertiram que os ventos poderiam empurrar a mancha e resíduos para a margem nos próximos dias, pelo menos.

Os ventos e as ondas provocadas pela tempestade tropical Alex complicarão ainda mais as operações de limpeza da maré negra, apesar de não castigar diretamente o local do vazamento, alertaram especialistas.

As más condições climáticas podem atrasar em duas semanas os trabalhos de recuperação do petróleo que sai de um poço avariado, após a explosão de uma plataforma da companhia britânica BP em 20 de abril, que deixou 11 mortos e desencadeou a pior catástrofe ambiental da história dos Estados Unidos.

Gastos já chegam a US$ 2,65 bilhões
O grupo petroleiro britânico BP anunciou nesta sexta-feira que os gastos relacionados com a maré negra no Golfo do México atingiram os 2,65 bilhões de dólares.

Este montante inclui o conjunto dos gastos realizados para conter e limpar o petróleo derramado, a perfuração de poços de emergência, as ajudas pagas aos Estados atingidos, pelos danos feitos e as quantias entregues às autoridades federais.

O grupo britânico reiterou que é muito cedo para calcular o custo final da catástrofe.

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