Petróleo continua chegando às praias da Flórida e do Alabama

Furacão Alex atrapalha operações de limpeza; em Washington, responsável por indenizações diz que terá que fazer escolhas difíceis

iG São Paulo |

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Pelotas de alcatrão em praia do Alabama: furacão traz mais petróleo à costa
As autoridades da Flórida e do Alabama informaram hoje que manchas de petróleo continuam chegando às praias de ambos estados, em um momento em que a passagem do furacão Alex pelo Golfo do México prejudica e atrasa as tarefas de limpeza do vazamento.

Veja a evolução do vazamento de petróleo no Golfo do México no infográfico do iG

"As condições meteorológicas estarão desfavoráveis até amanhã para o desenvolvimento das operações de recuperação" das zonas afetadas pelo derramamento de petróleo, informou o Departamento de Proteção Ambiental da Flórida.

Funcionários dos condados de Escambia e de Santa Rosa, na Flórida, disseram que quantidades de petróleo continuam chegando em suas praias e que, em um reconhecimento aéreo, foram vistas manchas pretas e espuma perto das praias de Pensacola e Johnson.

Nos últimos dias, o Departamento de Saúde do condado de Escambia alertou sobre os riscos que entrar no mar nas regiões compreendidas entre as praias de Park West e Pensacola, incluindo Fort Pickens.

Em Washington, escolhas difíceis
Kenneth Feinberg, encarregado pelo governo americano e a BP de administrar as indenizações a serem concedidas às vítimas do vazamento, disse nesta quarta-feira (30) no Congresso que teria que fazer escolhas difíceis nas próximas semanas, mas afirmou estar "determinado a pagar todas as solicitações justificadas".

Ouvido sobre os pedidos de indenização por parte de pequenas e médias empresas localizadas na costa do golfo do México que ainda não sofreram danos, mas que vêm sendo atingidas com a diminuição dos lucros, Feinberg disse: "É uma questão muito difícil", que será resolvida "nas próximas semanas e não nos próximos meses".

As vítimas do vazamento serão indenizadas com um fundo de 20 bilhões de dólares, que a BP concordou em depositar em conta especial no dia 16 de junho. Até agora, 81.701 pedidos de indenização foram apresentados e 128,4 milhões de dólares foram concedidos, informou Nydia Velázquez, presidente da comissão de pequenas e médias empresas na Câmara de Representantes, que ouve Feinberg nesta quarta-feira.

Obama versus republicanos
Já o presidente Barack Obama criticará hoje, em discurso, a posição republicana em relação ao desastre ambiental no Golfo do México. Obama discursará hoje, em Racine, no estado americano de Wisconsin, e chamará de "falta de vergonha" as declarações do deputado republicano Joe Barton. Em uma audiência no Congresso sobre o derramamento, ele pediu desculpas à British Petroleum (BP), responsável pelo vazamento, e disse que a Casa Branca tinha "extorquido" a companhia por obrigá-la a criar um fundo de compensação.

"Há gente do outro partido que é contra o aumento do valor que empresas como a BP devem desembolsar para compensar as catástrofes que causam", dizem os trechos do discuros divulgados à imprensa. Obama acrescentará que "há republicanos que se declararam contra o fundo de US$ 20 bilhões para compensar os trabalhadores e empresas do Golfo do México que foram prejudicados pela maré negra".

"O principal responsável republicano na comissão de Energia, Joe Barton, teve a falta de vergonha de apresentar suas desculpas à BP, como se tivéssemos obrigado a companhia a criar o fundo", apontará o presidente.

(Com informações da AFP e EFE)

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