Países buscam acordo sobre caça a baleias

Australianos e latino-americos querem que a captura dos animais seja proibida totalmente

AFP |

Treze países latino-americanos buscavam nesta quarta-feira um consenso para levar à Comissão Baleeira Internacional (CBI), sob pressões de entidades ecologistas que exigem seu apoio nos esforços australianos para proibir totalmente a caça desses animais.

O encontro do chamado Grupo de Buenos Aires, iniciado na terça-feira na Costa Rica com conversas entre cientistas e representantes dos 13 países, contou nesta quarta-feira com a presença do presidente da CBI, o chileno Cristián Marquieira, para analisar uma proposta da Comissão que pretende reduzir a caça às baleias, mas que foi questionada por grupos conservadores.

"Não faço parte do Grupo, tenho uma reunião com eles de algunas horas, respondo a perguntas, faço declarações, ouço. O que mais me interessa é escutar o que têm para dizer e depois vou embora", disse Marquieira à AFP.

Nesta reunião, 25 entidades ecologistas expressaram que "veem com profunda preocupação o rumo tomado pelo processo de negociação" na CBI, porque sua proposta envolveria levantar a moratória da caça de baleias vigente desde 1986.

A CBI realizará em junho em Agadir, Marrocos, sua 62ª conferência anual em meio de uma ácida disputa com os japoneses, partidários da caça de baleias com fins científicos, e os autralianos e latino-americanos, que querem proibir totalmente a captura desses mamíferos.

No Marrocos, a CBI deve decidir sobre a proposta apresentada pela Comissão em abril, mas a iniciativa é criticada porque faz concessões a Japão, Noruega e Islândia, únicos países que caçam baleias.

Em 1986, a CBI impôs uma moratória por tempo indeterminado à caça comercial de baleias. Entretanto, autoriza cotas de caça com fins científicos.

A CBI autoriza também a caça pelos povos inuit (esquimós).

A Comissão, fundada em 1946, está paralisada pelas disputas entre os países caçadores, que julgam exageradas as ameaças que pesam sobre esses animais, e os protetores, que exigem que a moratória seja mantida.

O encontro do Grupo de Buenos Aires e países observadores conta com a presença de delegados da Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Chile, Equador, El Salvador, Honduras, México, Panamá, Peru, República Dominicana e Uruguai.

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