Os esforços dos EUA para combater a maré negra

Na quarta-feira a Guarda Costeira ateou fogo na mancha para tentar evitar que o óleo atingisse o continente

AFP |

As autoridades americanas e a companhia petrolífera BP tomaram diversas iniciativas para combater a maré negra provocada pela explosão de uma plataforma no Golfo do México, em 20 de abril.

Bloqueio dos vazamentos - A prioridade dos trabalhos de socorro continua sendo deter o vazamento nos poços de petróleo, fechando a fonte do bloco obturador (válvula de segurança destinada a controlar a pressão), situada no fundo do mar, a cerca de 1.500m de profundidade. Quatro dispositivos submarinos robóticos tentam há vários dias fechar esta válvula, mas sem sucesso. No total, foram detectados três vazamentos no nível do poço e ao longo do tubo que o une à plataforma Deepwater Horizon, e que deixam escapar até 800.000 litros de petróleo por dia.

Redoma no fundo do mar - Está sendo fabricada uma enorme "tampa" em forma de cúpula para bloquear os vazamentos de petróleo. O dispositivo será colocado no fundo do mar para recuperar o petróleo que vazar, antes de retirá-lo através de um tubo para os barcos. A construção desta tampa pode levar de duas a quatro semanas.

Perfurar poços de apoio - A companhia petrolífera BP, que explorava a plataforma acidentada, contempla perfurar poços de apoio para reduzir a pressão no duto existente. Isto também permitiria injetar um reboco especial para tampar definitivamente o poço. A operação pode levar de dois a três meses.

Barcos na superfície - Setenta e seis barcos recuperaram, até agora, uns 3,2 milhões de litros de uma mistura de petróleo e água do mar. Estas embarcações lançaram 370 mil litros de produtos químicos dispersantes e cerca de um milhão de litros mais podem se seguir.

Queimas controlada - As equipes de socorro incendiaram, na quarta-feira, uma mancha de petróleo contida por diques para impedir que se aproximasse da costa. As autoridades esperam que a maré se acalmasse para fazer outros incêndios controlados, declarou na sexta-feira o chefe da guarda-costeira americana, almirante Sally Brice.

Diques flutuantes  - Diques flutuantes se espalham por 50 km supostamente para proteger as zonas costeiras mais frágeis. Outros 150 km podem ser instalados, mas a circunferência da mancha era, nesta sexta-feira, 960 km.

Meios em terra  - Segundo a Casa Branca, 1.178 pessoas foram mobilizadas para proteger as zonas costeiras.

Meios aéreos  - A Força Aérea americana destinou dois aviões de transporte militar C-130, equipados com sistemas para esparzir a mancha. Os aparelhos estavam prontos, mas até a manhã desta sexta ainda não haviam recebido a ordem formal para decolar.

Fontes: guarda-costeira, Força Aérea, Casa Branca e BP.

    Leia tudo sobre: vazamentopetróleolouisianagolfo do méxico

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG