ONU recomenda investir R$ 3 bilhões anuais em tecnologias verdes

Novo documento diz que metade do valor deve ir a países em desenvolvimento, para garantir um bom nível de vida a seus habitantes

AFP |

As Nações Unidas estimam que é preciso investir 1,9 bilhão de dólares (cerca de 3 bilhões de reais) por ano em tecnologias verdes nos próximos quarenta anos, dos quais, a metade nos países em desenvolvimento, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira (6).

"Durante os próximos 40 anos, é necessário investir progressivamente 1,9 bilhão de dólares por ano em tecnologias verdes", indica o relatório do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA).

"Pelo menos a metade dos investimentos deve ser feita nos países em desenvolvimento para satisfazer suas crescentes necessidades alimentares e energéticas por meio de tecnologias verdes", acrescenta.

Esses investimentos são necessários, segundo a ONU, para que os habitantes dos países em desenvolvimento, em particular aqueles que vivem na extrema pobreza, tenham acesso a um "nível de vida decente".

O relatório reconhece que o compromisso contemplado no Acordo de Copenhague (2009) de conceder 30 bilhões de dólares entre 2010 e 2012 e 100 bilhões anuais até 2020 aos países em desenvolvimento constitui um bom caminho.

Os autores do livro consideram que é preciso acelerar a aplicação desse compromisso e aumentar os recursos à disposição dos países em desenvolvimento para que tenham possibilidades de superar o desafio da "transição energética".

"Este relatório mostra qual será a magnitude do progresso tecnológico para assegurar um futuro que beneficie a todos protegendo nosso planeta", declarou Sha Zukang, secretário-geral adjunto da ONU, citado em um comunicado.

A ONU insiste, em particular, na necessidade de uma revolução "verdadeiramente verde" na agricultura para enfrentar as necessidades crescentes da população, protegendo ao mesmo tempo o meio ambiente.

Por isso, recomenda a utilização de métodos de cultivo que evitem o desperdício dos recursos aquíferos, e a redução do uso de produtos químicos e pesticidas que provocam a degradação do solo.

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