ONU debate economia verde em preparação para Rio+20

Assembleia nesta quinta (2) discute preparativos para a conferência que discutirá em 2012 resultados da Eco-92

EFE |

A Assembleia Geral da ONU realiza nesta quinta-feira (2) um debate sobre os desafios e as oportunidades apresentadas pela economia verde, em preparação para a conferência internacional sobre mudança climática que acontecerá em 2012 no Rio de Janeiro, batizada como Rio+20.

"Falta apenas um ano para a conferência e estamos nos esforçando para conseguir um resultado significativo, que impulsione as lideranças políticas rumo a um objetivo comum: o desenvolvimento sustentável para todos", disse na abertura do debate a vice-secretária da ONU, Asha-Rose Migiro.

Em seu discurso, Migiro destacou a importância da cúpula Rio+20 - batizada assim porque avaliará em 2012 os resultados da Eco-92 - especialmente para os países em desenvolvimento, "nações que enfrentam uma ampla gama de desafios", destacou.

"No entanto, (esses países) podem se beneficiar enormemente se evitarem as tecnologias altamente poluentes do século XIX e iniciarem o caminho da energia limpa do século XXI", acrescentou a vice-secretária -geral, que apostou encontrar modelos de economia verde adequados para todos os contextos e países.

"Não vai haver uma fórmula que funcione para todos", ressaltou. O presidente da Assembleia Geral, o suíço Joseph Deiss, concordou com Migiro ao apostar que "a economia verde terá distintas formas, dependendo do contexto de cada país, seu nível de desenvolvimento e sua situação geográfica", constatou.

"Os diferentes exemplos de economia verde que funcionam já em alguns lugares do mundo mostram que a proteção ao meio ambiente e a conservação dos recursos resultam em benefícios econômicos seja qual for seu nível de desenvolvimento", assegurou Deiss.

O representante da União Europeia na ONU, o espanhol Pedro Serrano, lembrou também a necessidade da criação de políticas para a economia verde em nível nacional e regional, levando em conta as necessidades e as circunstâncias específicas dos diferentes países. "

Também existem desafios e soluções inovadoras comuns, e os países se beneficiarão por compartilhar suas experiências e boas práticas", acrescentou Serrano, acrescentando que a União Europeia espera que durante a Rio+20 seja criada uma rota comum que "ajude todos os países a acelerar sua transição à economia verde".

Coincidindo com a realização desse debate, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) apresentou nesta quinta-feira um guia dedicado aos países em desenvolvimento para auxiliar a criação de políticas de financiamento da luta contra a mudança climática.

A maioria dos governos não tem "conhecimento e capacidade para acessar a complexa e altamente técnica estrutura financeira da luta contra a mudança climática, onde atuam mais de 6 mil fundos de capital privado e fundos públicos internacionais", indicaram os responsáveis do Pnud em comunicado.

A administradora do Pnud, a costarriquenha Rebeca Grynspan, assinalou no comunicado que "90% dos investimentos em energias renováveis são realizados por países do G20 (grupo dos países desenvolvidos e emergentes), enquanto apenas 10% vão para o resto do mundo", uma situação que a guia da ONU quer mudar.

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