ONU: catástrofes climáticas revelam urgência de ação

Christiana Figueres, diretora da entidade para o clima, diz que é preciso que o mundo se comprometa com redução de emissões

AFP |

As catástrofes naturais dos últimos meses devem servir de alarme para a "urgência" de desbloquear as negociações sobre o clima, cuja próxima grande reunião está marcada para dezembro, estimou nesta quinta-feira a diretora da ONU para o clima, Christiana Figueres.

"As notícias (do verão) nos contaram aos gritos que não desejamos um futuro de desastres climáticos globais intensos", afirmou Figueres, pouco antes de uma reunião informal de dois dias em Genebra para discutir o financiamento das mudanças climáticas.

Figueres, secretária-geral da convenção marco da ONU para o aquecimento global, destacou que a "ciência demostrará se e até que ponto esses eventos (como as inundações no Paquistão e a onda de calor na Rússia) estão ligados às mudanças climáticas causadas pelas emissões humanas de gases causadores do efeito estufa".

"Mas uma coisa é certa: não podemos permitir que desastres deste tipo aconteçam com mais frequência", insistiu.

Para a diretora, os governos - únicos que podem fazer com que o mundo se comprometa rapidamente com uma redução de suas emissões - já tomaram consciência da "urgência" da situação do meio ambiente.

A três meses da próxima cúpula do clima da ONU no México, "existe uma sensação crescente em relação à urgência com que devemos avançar em Cancun", onde ocorrerá o encontro.

"Estamos mais próximos de uma forma de acordo, mas continuamos divididos a respeito de seu conteúdo", admitiu Figueres.

Cerca de 40 ministros e altos funcionários se reunirão a partir desta quinta-feira em Genebra para analisar a ajuda aos países mais vulneráveis, um dos pontos que podem restaurar a confiança e dar novo alento às negociações.

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