ONG pede proibição de vídeo fetichista com maus-tratos a animais

Maior organização de defesa aos animais dos EUA pediu ao senado a proibição de vídeos onde animais aparecem mortos ou mutilados

AFP |

A organização de defesa dos animais Humane Society instou, esta quarta-feira, (15) ao Senado americano, que proíba a venda dos chamados vídeos "crush", filmes sexuais fetichistas nos quais pequenos animais são mortos ou mutilados.

Em julho, a Câmara de Representantes (câmara baixa) já tinha aprovado a proibição, prevendo multas e até cinco anos de prisão pela venda ou distribuição destes vídeos.

A votação ocorreu depois que a Suprema Corte americana revogou, em abril, uma lei de 1999, que criminalizava os vídeos mostrando atos de crueldade contra os animais, com o argumento de que era ampla demais e ia contra a Primeira Emenda da Constituição, que trata da liberdade de expressão.

O projeto de lei exclui especificamente a venda ou a distribuição de vídeos que mostram caça, armadilhas, pesca, qualquer tipo de prática veterinária ou de criação pecuarista.

A vice-presidente para assuntos governamentais da Humane Society dos Estados Unidos, Nancy Perry, disse à comissão judicial do Senado que, após a decisão da mais alta corte americana, houve um aumento de vídeos "crush" disponíveis na web.

"Os vídeos 'crush' de animais são uma das formas mais terríveis de maus-tratos extremos a animais que nossa organização já encontrou", lamentou a representante da maior organização de defesa dos animais do país.

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