Obama: "O vazamento de petróleo é tão enfurecedor quanto doloroso"

O presidente americano adverte que o método que vai ser usado agora "não tem riscos, mas ainda nunca foi tentada"

EFE |

O vazamento de petróleo no Golfo do México, que a British Petroleum (BP) admitiu hoje que não conseguiu deter com uma injeção de lodo pesado, é "tão enfurecedor quanto doloroso", afirmou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Em comunicado depois que a companhia petrolífera admitiu seu fracasso e declarou que começará agora um método diferente para tentar deter o vazamento, Obama disse que "está claro que não funcionou" a injeção de lodo e as autoridades federais ordenaram à companhia o fim dessa operação.

O presidente americano adverte que o método que vai ser usado agora "não tem riscos, mas ainda nunca foi tentada". Esse método, que demorará quatro dias para ser posto em funcionamento, consiste em serrar com submarinos-robô os encanamentos.

O procedimento, destacou Obama, será "difícil e demorará vários dias" para poder ser aplicado, sem que também não tenha garantias de sucesso.

No entanto, assegurou, as autoridades federais "não retrocederão" até ter conseguido a completa limpeza da maré negra e o fim do vazamento. Qualquer solução à qual se chegue por enquanto seria temporária.

A solução definitiva só vai vir daqui a dois meses mais, os necessários para concluir a perfuração, já em andamento, de um novo poço para substituir o estragado. Enquanto isso, os especialistas do Governo calculam que já vazaram no golfo no mínimo 68 milhões de litros de petróleo.

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