Obama cria comissão para investigar vazamento

A comissão será presidida por Bob Graham, antigo governador e senador democrata, e William Reilly, que foi diretor da EPA

EFE |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou neste sábado a criação de uma comissão bipartidária para investigar o vazamento de petróleo no Golfo do México e recomendar medidas para evitar que outros desastres como esse aconteçam no futuro. O líder fez o anúncio em sua tradicional mensagem de sábado, na qual informou que a comissão será presidida por Bob Graham, antigo governador e senador democrata, e William Reilly, que foi diretor da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) com administração republicana.

Obama já tinha manifestado intenção de estabelecer a comissão, mas não havia informação sobre quais seriam seus líderes. "Só podemos realizar perfurações petrolíferas em mar aberto se tivermos a segurança que um desastre como este não voltará a ocorrer", disse o presidente.

A comissão, à qual serão incorporados outros cinco membros, deverá preparar um relatório em seis meses. Seu primeiro objetivo é descobrir a causa do vazamento, que começou quando uma explosão destruiu uma plataforma petrolífera da British Petroleum (BP) no último dia 20 de abril. Além disso, o grupo apresentará uma série de opções para aumentar a segurança e a proteção ambiental nas explorações marítimas. "Quero saber se as leis que temos são suficientemente adequadas para prevenir um vazamento desta magnitude ou se não as cumprimos", disse Obama.

Graham foi governador da Flórida durante oito anos e senador durante 12. O presidente o descreveu como "um defensor do meio ambiente". Reilly é presidente emérito do conselho diretor da organização ambientalista World Wildlife Fund e durante sua passagem pela EPA, no Governo de George W. Bush, teve que enfrentar o vazamento causado pela embarcação Exxon Valdez, que derramou 250 mil barris de petróleo no Alasca em 1989.

Obama assinalou em sua mensagem que "a relação exageradamente amistosa" entre as companhias energéticas e as agências que as regulam foi motivo de inquietação há muito tempo. Reiterou que seu Governo obrigará a BP e as outras empresas envolvidas nas operações da plataforma a prestarem contas, reparem os danos causados e indenizem as pessoas que sofreram prejuízos.

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