Obama compara maré negra no Golfo do México a atentados do 11/9

Presidente inicia sua quarta visita ao Golfo e exige medidas mais drásticas da BP

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Pelicano sujo de óleo em Barataria Bay, Louisiana
O presidente Barack Obama comparou o desastre causado pela mancha negra no Golfo do México com os atentados de 11 de setembro de 2001, em um entrevista publicada no mesmo dia em que ele começa sua quarta visita à zona afetada.

"Da mesma forma que o 11 de setembro modificou profundamente nossa visão de nossas vulnerabilidades e nossa política externa, creio que este desastre vai modificar por muitos anos nossa visão sobre o ambiente e a energia", afirmou Obama ao Politico.com.

Veja a evolução do vazamento do Golfo do México no infográfico do iG

O presidente disse ainda que a buscará a aprovação no Congresso de uma nova lei de energia e clima. Segundo ele, os Estados Unidos vão buscar uma política energética com visão de futuro de que tanto necessita.

"Um dos maiores desafios da liderança que terei adiante será assegurar-me de aprender as lições corretas desse desastre", afirmou.

Obama iniciou nesta segunda-feira sua quarta visita à zona afetada pela mancha negra, em um reflexo da seriedade do desastre. Ele vai ao Golfo do México e aos estados de Alabama, Mississipi e Flórida. Depois, na terça, fará um discurso em rede nacional.

Resposta ao ultimato
A britânica BP prevê aumentar para 8 milhões de litros diários a quantidade do petróleo que está recuperando do vazamento no Golfo do México, para antes de julho, em resposta a um pedido do governo dos Estados Unidos, assinalou um funcionário da empresa. "Depois que o governo exigiu que aja mais rápido, a BP está acentuando seus esforços e tem um plano para capturar mais de 50.000 barris (8 milhões de litros) por dia até o fim de junho", informou a fonte.

Na sexta-feira, a Guarda Costeira americana deu 48 horas à BP para organizar a melhor forma de conter o vazamento, ao estimar que seus esforços não estão sendo suficientes.

© AP
Mancha na superfície do mar nas imediações do local do acidente da Deepwater Horizon, no Golfo do México
Um fundo para indenizações
A BP também afirmou nesta segunda-feira que os esforços para conter a maré negra no Golfo do México já custaram 1,6 bilhão de dólares. Esta soma também integra os primeiros 60 milhões dólares destinados ao projeto de construção de uma ilha-barreira na Louisiana.

O governo americano também quer que a empresa abra um fundo para pagar indenizações relacionadas à mancha de óleo, segundo palavras do assessor de Barack Obama, David Axelrod, falando num programa do canal NBC. "Queremos garantir que o dinheiro seja embargado para responder a pedidos legítimos de indenização que foram feitos e vão continuar sendo apresentados por parte de empresas e particulares prejudicados", disse.

"Pretendemos nos assegurar de que o dinheiro seja administrado de maneira independente e que não haverá reticências na hora de indenizar", acrescentou.

Segundo o jornal britânico Times, o pagamento de dividendos da BP para o segundo trimestre poderá ser suspenso e embargado até que seja determinado o custo final do que a britânica pagaria por prejuízos causados pela maré negra, depois da explosão, no dia 20 de abril, de uma plataforma de petróleo administrada pela companhia.

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