Obama chega a Louisiana para visitar vazamento

A BP informou nesta sexta-feira que os gastos com o acidente no Golfo do México já chegam a 930 milhões de dólares

iG São Paulo |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou nesta sexta-feira a Nova Orleans, na Louisiana (sul), para uma segunda visita à zona afetada pelo derramamento de óleo no Golfo do México. Ele irá se reunir com o almirante Allen e visitará uma praia onde foram instaladas barreiras de contenção contra a mancha de óleo.


Obama passará pela costa da Louisiana, onde uma camada viscosa de óleo invadiu manguezais, paralisou a lucrativa atividade pesqueira e irritou uma população que ainda se recupera do impacto do furacão Katrina, em 2005. O presidente também terá encontros com funcionários locais, incluindo o governador do estado, Bobby Jindal

AP
Obama analisa pedaço de alcatrão encontrado em praia durante visita à Louisiana

A viagem desta sexta é a segunda de Obama à costa sul dos EUA desde o início do vazamento em 20 de abril, depois da explosão e naufrágio de uma plataforma de petróleo, que deixou 11 mortos.

Na véspera, Obama prometeu que o problema será resolvido, e reagiu às críticas que seu governo vem sofrendo pela suposta demora em agir. Segundo Obama, até sua filha Malia, de 11 anos, se mostra aflita. "Já tapou o buraco, papai?", teria perguntado ela, segundo o presidente.

Para muitos, o desastre da BP tem potencial para se tornar o Katrina do governo Obama - depois daquele furacão, em 2005, a popularidade do então presidente George W. Bush desabou, devido à atrapalhada reação do governo à tragédia.

No caso de Obama, o problema é que o governo federal não detém a tecnologia nem as ferramentas para resolver esse tipo de desastre a 1.600 metros de profundidade, e depende da BP para achar um jeito de conter o vazamento. O governo tem responsabilizado integralmente a BP pelo desastre.

Hoje a União Europeia (UE) anunciou o envio aos Estados Unidos de material especializado para as brigadas que trabalham no vazamento, incluindo três complexos sistemas de braços que serão acoplados às embarcações que participam das tarefas de recuperação do petróleo derramado.

"Somos solidários com nossos amigos americanos que fazem frente a este desastre ambiental", declarou em comunicado Kristalina Georgieva, comissária europeia encarregada da ajuda de emergência.

Custos do vazamento
Ainda nesta sexta-feira a BP informou que gastou até o momento US$ 930 milhões de dólares para tentar tapar o vazamento de petróleo que joga óleo no mar do Golfo do México há mais de um mês.

"Até o momento o custo chegou a US$ 930 milhões", disse a companhia petrolífera em um comunicado, no qual também ressalta que essa quantidade foi destinada as operações técnicas para tapar o vazamento e no auxílio aos estados do Golfo do México, além de outros pagamentos de reivindicações.

A BP acrescenta que "ainda é muito cedo para quantificar outros custos potenciais e responsabilidades jurídicas vinculadas ao incidente".

A plataforma "Deepwater Horizon" da BP, instalada nas águas do Golfo do México, explodiu no dia 20 de abril, o que custou a vida de 11 trabalhadores em um desastre ecológico de grande magnitude, já que desde essa data o poço joga entre 12 mil e 19 mil barris de petróleo por dia no mar, segundo a Guarda Costeira dos Estados Unidos.

Os danos causados por este vazamento seriam, até o momento, superiores a US$ 1,6 bilhão. A BP indicou também que já recebeu 26 mil reivindicações, das quais pagou 11.650.

*Com informações da AFP, EFE e Reuters

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